Agosto Lilás. Foto: Magnific
Campanha segue até o fim de agosto com palestras, rodas de conversa e capacitações voltadas à prevenção e ao fortalecimento da rede de proteção
Agosto Lilás. Foto: Magnific
A Prefeitura de Montes Claros, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Social e da Coordenadoria da Mulher (CRAM), realiza durante o mês de agosto a campanha “Agosto Lilás”, voltada à prevenção e ao enfrentamento da violência contra a mulher. As atividades seguem até o dia 31.
A iniciativa marca o aniversário da Lei Maria da Penha, sancionada em 7 de agosto de 2006, e busca ampliar o acesso à informação, orientar a população e incentivar a denúncia e a busca por ajuda em situações de violência.
Durante a campanha, estão sendo promovidas palestras e rodas de conversa sobre os diferentes tipos de violência contra a mulher, incluindo agressões físicas, psicológicas e sexuais, além de violência patrimonial e moral.
As ações também abordam os sinais que podem indicar situações de violência, o ciclo da violência, os canais de denúncia e a importância de romper o silêncio. Outro ponto destacado é o funcionamento da rede de proteção e acolhimento disponível às mulheres.
Além das ações abertas à comunidade, a campanha inclui capacitações para agentes de saúde. A proposta é preparar os profissionais para identificar possíveis sinais de violência durante o atendimento realizado nos territórios.
Os treinamentos orientam sobre escuta qualificada e acolhedora, fluxos de atendimento e encaminhamento e os serviços que integram a rede de proteção.
A capacitação também reforça a necessidade de preservar o sigilo, respeitar a autonomia das mulheres e evitar abordagens que possam culpabilizar ou revitimizar quem sofreu violência.
Segundo a organização, as atividades do Agosto Lilás têm como objetivo fortalecer a autonomia das mulheres, estimular a identificação precoce de situações de violência e ampliar o conhecimento sobre os serviços de apoio.
A campanha reforça ainda a mensagem de que mulheres em situação de violência não estão sozinhas e podem buscar atendimento e orientação junto à rede de proteção.
