Inteligência Artificial na Medicina: Afya Montes Claros Apresenta o Futuro da Formação Médica

Foto: Maurício Lopes

Workshop para jornalistas demonstra como ferramentas de IA e simulação realista elevam o padrão do ensino superior no Norte de Minas

 

A inteligência artificial deixou de ser uma promessa distante para se tornar um pilar fundamental na formação dos novos médicos. Na última terça-feira (13), a Afya Montes Claros realizou um workshop exclusivo para jornalistas e assessores de imprensa, com o objetivo de demonstrar como essas tecnologias estão sendo aplicadas de forma prática e segura no ensino superior do Norte de Minas. O encontro, conduzido pelo diretor executivo de Medicina da instituição, Itamar Gonçalves, e pela médica Dayanna Quintanilha, revelou que o uso dessas ferramentas acompanha o estudante desde o primeiro período do curso até sua inserção definitiva no mercado de trabalho.

Diretor executivo de Medicina da instituição, Itamar Gonçalves. Foto: Maurício Lopes

De acordo com Itamar Gonçalves, a tecnologia é utilizada como um suporte estratégico para potencializar a produtividade médica e ampliar a segurança dos pacientes, sem nunca substituir o olhar humano. Ele enfatizou que a IA na instituição funciona como um mecanismo de apoio que maximiza a velocidade e a qualidade da resolução de problemas clínicos. “A IA aqui não resolve os problemas. Ela apoia e maximiza a velocidade e a qualidade da resolução dos problemas. O médico formado pela instituição estará extremamente seguro, utilizando o que há de melhor na medicina naquele momento”, afirmou o diretor. Para garantir a confiabilidade desse processo, todas as ferramentas passam por uma rigorosa curadoria e treinamento, assegurando que os dados analisados estejam sempre alinhados às melhores práticas e normas de segurança da medicina contemporânea.

O aprendizado na Afya é pautado pelo conceito de Lifelong Learning, ou aprendizado ao longo de toda a vida. Isso significa que o aluno é introduzido ao ecossistema digital da saúde desde o primeiro dia de aula, utilizando plataformas como o Whitebook Assist e o iClinic Assist para embasar decisões e organizar fluxos de atendimento. Sobre essa integração precoce, Itamar destacou que o estudante aprende desde o início que precisa continuar se atualizando diariamente, mesmo após a formação profissional. “Quando usamos a inteligência artificial no ensino, fazemos uma curadoria e treinamos nossos agentes dentro das melhores práticas e normas de segurança. A IA analisa uma quantidade significativa de dados e traz informações que ajudam a embasar as decisões”, explicou.

Desafios e a “entrega de valor” na rotina médica

Complementando a visão acadêmica, a médica Dayanna Quintanilha discutiu os impactos da IA na rotina profissional e os desafios de adaptação. Em participação por videochamada, a especialista defendeu que a principal forma de reduzir a resistência ao uso da tecnologia, especialmente entre profissionais mais experientes, é demonstrar ganhos práticos.

“O que quebra a barreira de resistência é a entrega de valor. A pessoa precisa entender o que aquela ferramenta entrega para a rotina dela”, observou. Segundo Dayanna, a IA pode ampliar a autonomia profissional ao agilizar o acesso a dados científicos de forma objetiva. “Quando a ferramenta entrega autonomia de tempo e acesso a melhores informações, o profissional passa a se interessar pela tecnologia”.

Adaptação ao digital

A médica ressaltou, ainda, que o uso da inteligência artificial precisa respeitar o contexto de cada profissional. “Sempre que a gente oferece IA, precisamos entender como ela entra no ambiente do outro. Se essa ferramenta não atende ao processo de trabalho, ela não vai ser útil”, destacou.

Dayanna também comentou sobre os desafios de transição para quem está acostumado aos métodos tradicionais. “Meu raciocínio foi construído durante muitos anos baseado na escrita tradicional. Então, algumas ferramentas ainda são desafiadoras para mim, mas eu entendo o valor das informações registradas ali”, admitiu.

Apesar das dificuldades de adaptação em alguns cenários, a médica concluiu reforçando que já utiliza recursos tecnológicos para recuperar dados que poderiam passar despercebidos, otimizando tanto reuniões quanto atendimentos diretos.

A experiência prática do workshop permitiu que os comunicadores visitassem laboratórios modernos e centros de simulação altamente realistas, que reproduzem fielmente a rotina de ambientes hospitalares. Durante as atividades, foi possível acompanhar uma aula prática de atendimento médico auxiliado por inteligência artificial, evidenciando como a tecnologia ajuda a identificar pontos assertivos e correções necessárias em cenários simulados. Essa infraestrutura de ponta, aliada à inovação constante e ao controle rigoroso de acesso às plataformas, rendeu à Afya Montes Claros uma importante dupla acreditação internacional. O reconhecimento consolida a unidade como uma referência em ensino médico de excelência, unindo alta tecnologia, segurança digital e uma formação profundamente humanizada.

Fotos do workshop

 

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