HUr4IfMWEAA-O6Q
Sete anos depois do show no Allianz Parque em 2019, o BTS volta ao Brasil com a World Tour ARIRANG nos dias 28, 30 e 31 de outubro no MorumBIS, em São Paulo

 

 

É a maior turnê da história do grupo, 88 shows, pós a volta depois do serviço militar. Só que a volta do maior grupo do mundo trouxe uma avalanche de polêmicas que foi parar até no Ministério Público de SP e até em Brasília na Senacon.

Reunimos todas as bombas ‘mais importantes’ que explodiram aqui (lembrando: muita coisa que será dita aqui é ‘supostamente’, são informações colhidas de vídeos/textos internet a fora):

1. A POLÊMICA DOS TELÕES: DE 12 PARA 4

Essa é a principal. Na Coreia, EUA, México e Europa o palco 360º tinha 12 telões de LED gigantes na torre central. Para a América do Sul, a Live Nation confirmou que serão só 4 telões.

O ARMY reclamou na hora: quem tá na arquibancada e cadeira superiorvai enxergar o quê? No Instagram o grito foi unânime: “QUEREMOS OS 12 TELÕES NO SHOW!!!!”

A Senacon, do Ministério da Justiça, notificou a Live Nation Brasil e Ticketmaster no dia 23/10 com 5 dias pra explicar. O Ministério Público de SP também abriu investigação. A Live Nation respondeu no dia 26/10: “Essa produção é diferente da apresentada em outras regiões devido a limitações logísticas e de cronograma”. Disse que mantém 4 passarelas no meio da pista, mas não detalhou a visibilidade.

Imagem:divulgação

2. O MAPA FANTASMA DO PIT 1 E PIT 2

Durante a venda oficial na Ticketmaster, o mapa era simples: Pista, Cadeira Inferior, Cadeira Superior, Arquibancada e Soundcheck VIP (R4.303inteira/R 3.678 meia).

Aí o Diário Oficial do Município de SP publicou a planta técnica oficial do evento com dois setores novos colados no palco: PIT 1 e PIT 2. Setores que NUNCA foram vendidos.

Quem comprou o VIP mais caro surtou: “vão colocar convidado na minha da frente?”. O Ministério Público de SP deu 48h no dia 21/10 para Prefeitura, Ticketmaster e Live Nation explicarem. A Live Nation depois disse que NÃO terá PIT e que o mapa da Ticketmaster é o oficial, mas o atendimento da própria empresa já tinha respondido a fãs falando em “acesso ao PIT”, o que aumentou a desconfiança. O MP agora recomenda: cumprir o mapa original, sem criar área reservada e sem divisória na pista, ou então reembolso integral com correção.

3. SETOR CALÇADA

O termo foi criado pelos próprios fãs nas redes sociais. Como os 3 shows do BTS nos dias 28, 30 e 31 de outubro no MorumBIS estão 100% esgotados – e mais de 3 milhões de pessoas tentaram ingresso segundo o UOL – um grupo de fãs sem ingresso criou um movimento pra se reunir nas ruas ao redor do estádio pra ouvir o show do lado de fora.

A ideia viralizou no TikTok e Instagram. Tem perfil oficial do movimento no Instagram, TikTok e Facebook, criado por uma terapeuta holística que se apresenta só como Carol. A proposta era: “já que não consegui ingresso, vou pra calçada do MorumBIS ouvir pelo menos o som que vaza”.

A Live Nation e o MorumBIS viram o tamanho que tava tomando e travaram tudo. O movimento atraiu milhares de confirmações, e o bairro do Morumbi morre de medo de superlotação, pisoteamento e trânsito parado.

Se você não tem ingresso, você NÃO consegue nem chegar perto do estádio. Vai ser barrado no bloqueio.A justificativa oficial da Live Nation: “manter a ordem, segurança e trânsito, e evitar aglomerações nas imediações”.

O ARMY ficou dividido. Uma parte achou a ideia do setor calçada perigosa – teve fã que pensou em até VENDER o ingresso que comprou com medo de pisoteamento na saída. Outra parte achou elitista proibir fã de ficar na rua pública ouvindo.

O Vagalume e a TMC já confirmaram: NÃO HAVERÁ SETOR CALÇADA. Quem for sem ingresso vai ser barrado no cerco.

4.POP-UP STORE DANDO O QUE FALAR

  •  Não entra na POP-UP sem reserva. As reservas abriram dia 21/10 às 20h e o site deu instabilidade na hora. Muita gente ficou na fila virtual e quando entrou, os primeiros 3 dias já tinham esgotado.
  •  A organização proibiu acampar ou fazer fila de madrugada na porta do MIS, que é prática comum em K-pop. Se ficar lá de noite, a equipe dispersa. Só pode chegar 20 minutos antes do horário agendado. Cada visita dura no máximo 1 HORA e não pode voltar depois que sai. Isso revoltou quem veio do interior e queria ficar mais tempo.
  •  Quem não conseguiu agendar pode ir pra fila de espera no local, na base do “se alguém faltar”. Mas não tem garantia. No primeiro dia, 22/10, teve gente que ficou 3h na fila de espera e não entrou porque todas as reservas compareceram.
  •  Produtos oficiais com limite por pessoa, sem lista divulgada antes. Pagamento em dinheiro, débito e crédito. Sem troca por desistência, só troca se tiver defeito no mesmo dia e com recibo. A partir do segundo dia vários itens já estavam esgotados, sem previsão de reposição, fã reclamou que foi só pra ver prateleira vazia.
  • Fãs foram destratados antes mesmo de entrar no local, sendo obrigadas a guardarem ‘excesso de roupa’ e bolsas em armários pagos, além de pagarem pelas sacolas utilizadas no momento da compra também.

Além dessas polêmicas, existem outras que estão acontecendo dentro do próprio fandom e que estão rendendo bastante discursões calorosas internet a fora.

Em resumo: a volta do BTS era pra ser só festa. Virou caso de PROCON, MP, Senacon, mapa fantasma, telão reduzido, camarote de 10k, golpe e brigas dentro do próprio fandom. E mesmo assim, 3 MorumBIS lotados.

O que você acha sobre tudo isso? Tá pouca polêmica ou cabe mais?

No final das contas, o que importa é que essa esperiência (mesmo que caótica no pré) não atrapalhe a experiência de quem gastou caro para ver os meninos de perto.

Nós do Uai, Pop desejamos um belíssimo show para todas as ARMYs!

About The Author