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Foto: Divulgação PCMG

Segundo a versão apresentada pela investigada, o homem iniciou as agressões, arremessando uma cadeira contra ela e, em seguida, segurando-a pelo pescoço. Para se defender, ela teria pegado uma faca que estava próximo e desferido um golpe na região do pescoço do companheiro.

 

 

A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) concluiu, nesta sexta-feira (16/10), o inquérito sobre a morte de um homem, de 41 anos, ocorrida em 26 de julho deste ano, durante uma discussão com a companheira, de 36, no povoado Capivara de Cima, zona rural de Espinosa, no Norte do estado. A análise das provas indicou que a mulher agiu em legítima defesa, e a PCMG manifestou-se pelo arquivamento do caso.

Segundo a versão apresentada pela investigada, o homem iniciou as agressões, arremessando uma cadeira contra ela e, em seguida, segurando-a pelo pescoço. Para se defender, ela teria pegado uma faca que estava próximo e desferido um golpe na região do pescoço do companheiro.

Investigação

O laudo de necropsia confirmou que a vítima sofreu uma única lesão causada por instrumento perfurocortante, que provocou uma hemorragia fatal. A faca apreendida no local também passou por exame pericial, sendo apontado compatibilidade com o instrumento utilizado na agressão.

Para esclarecer o ocorrido, a investigação incluiu depoimentos, exames periciais e uma reprodução simulada dos fatos, procedimento que permitiu confrontar a versão apresentada pelos envolvidos com as características do local e os vestígios encontrados.

O laudo da reprodução simulada concluiu que a narrativa da mulher era compatível com a posição dos elementos no imóvel, a lesão identificada na vítima e os demais vestígios examinados. A apuração também reuniu relatos de conflitos anteriores entre o casal e de possíveis agressões sofridas pela investigada.

Conclusão

A análise conjunta das provas levou a Polícia Civil a concluir pela legítima defesa. Entre os elementos considerados estavam a indicação de que havia uma agressão em andamento, a ocorrência de um único golpe e a compatibilidade entre a versão apresentada pela mulher e os resultados dos exames periciais.

O inquérito foi concluído sem indiciamento, e o relatório final, com a manifestação da Polícia Civil pelo arquivamento, foi encaminhado ao Poder Judiciário.

 

 

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