Foto: Divulgação PCMG
A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), por meio da Delegacia Adjunta de Homicídios de Montes Claros, deflagrou, nesta quarta-feira (7/10), a Operação “Olho por Olho”, com o objetivo de avançar na investigação do homicídio de um homem, ocorrido em 13 de setembro deste ano, no bairro Universitário, em Montes Claros, no Norte de Minas.
A operação é resultado do trabalho investigativo desenvolvido pela Delegacia de Homicídios, que, ao longo da apuração, realizou diligências, analisou imagens de câmeras de segurança e reuniu elementos que permitiram identificar suspeitos e subsidiar a representação pelas medidas judiciais.
A partir dos elementos levantados durante a investigação, a Justiça autorizou o cumprimento de sete mandados de busca e apreensão e três mandados de prisão. Durante a operação, dois mandados de prisão foram cumpridos, enquanto um dos investigados não foi localizado e permanece foragido.
Durante as buscas, foram apreendidos nove aparelhos celulares e duas porções de maconha. Os aparelhos serão submetidos à análise e poderão fornecer novas informações para o esclarecimento da dinâmica do homicídio e para a identificação da participação individual dos investigados.
Segundo a linha investigativa, o crime estaria relacionado à disputa entre grupos criminosos rivais envolvidos com o tráfico de drogas na região.
Investigação
O homicídio ocorreu quando a vítima foi surpreendida por indivíduos que chegaram ao local em um veículo e efetuaram diversos disparos de arma de fogo. A vítima foi socorrida e encaminhada a uma unidade hospitalar, mas não resistiu aos ferimentos.
Durante os trabalhos periciais, foram recolhidas cápsulas deflagradas e um projétil. As informações obtidas no local, associadas à análise de imagens e às demais diligências realizadas pela equipe da Delegacia de Homicídios, contribuíram para o avanço da investigação e para a identificação dos possíveis envolvidos.
A operação é resultado de um trabalho investigativo contínuo, desenvolvido a partir da análise de informações, imagens e demais elementos reunidos ao longo da apuração. As medidas judiciais cumpridas representam um avanço para o esclarecimento do crime e para a responsabilização dos envolvidos, enquanto as diligências prosseguem, especialmente com o objetivo de localizar o investigado que ainda não foi encontrado.
As investigações permanecem em andamento para esclarecer integralmente a dinâmica do crime, individualizar a conduta dos envolvidos e reunir novos elementos que subsidiem a responsabilização criminal.
A operação mobilizou 24 policiais civis em 10 viaturas, e ainda contou com o apoio do Canil da Polícia Penal.