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A regularização da produção artesanal de cachaça vem transformando a atividade de pequenos produtores em Minas Gerais. Com o avanço das ações de fiscalização, orientação técnica e registro, produtores que antes comercializavam a bebida de forma informal, muitas vezes em bombonas e por meio de atravessadores, passaram a investir no envase, na rotulagem e na apresentação adequada do produto.
O processo ganhou força a partir de 2017, quando o Governo de Minas iniciou as tratativas para assumir parte das atribuições relacionadas à regularização da produção, anteriormente concentradas no governo federal. Posteriormente, o Estado aprovou legislação específica e regulamentou a atuação dos órgãos responsáveis.
Nesse processo, o Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA) passou a atuar na inspeção vegetal e no registro dos produtores. A Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (Emater-MG) também passou a orientar os produtores sobre regularização, controle sanitário e apresentação da bebida.
Além de garantir maior segurança e controle sobre a produção, a regularização abre novas oportunidades comerciais. Com o produto devidamente registrado, engarrafado e rotulado, o produtor consegue deixar de depender exclusivamente de atravessadores e passa a ter condições de agregar valor à cachaça e fortalecer sua própria marca.
A mudança também representa uma evolução na percepção sobre a produção artesanal. A bebida, que em muitos casos era comercializada diretamente ao consumidor ou repassada a terceiros em recipientes sem padronização, passa a chegar ao mercado com identidade própria e maior possibilidade de reconhecimento pelo consumidor.
Segundo o secretário de Estado de Agricultura e Abastecimento, Thales Fernandes, o processo de regularização é importante para que os produtores possam transformar a qualidade da produção em novas oportunidades de negócio.