Foto: Site oficial
Montes Claros recebe, entre os dias 19 e 21 de agosto, uma intensa programação artística e formativa do Grupo Galpão. Integrando a turnê do espetáculo Cabaré Coragem pelo Norte de Minas, a companhia oferece quatro oficinas gratuitas voltadas a estudantes, artistas e profissionais dos bastidores cênicos, além de rodas de conversa e apresentação aberta da montagem teatral.
As atividades de capacitação ocorrem no Laboratório 7 do Circuito de Conhecimento da Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes). Cada módulo disponibiliza 30 vagas com direito a certificado, e as inscrições são feitas pela plataforma Sympla do grupo.
Oficinas e bastidores culturais
- Comunicação Cultural (19/08, 14h às 18h): Ministrada por Fernanda Lara, detalha estratégias de divulgação, relacionamento com a imprensa e conexão com diferentes públicos;
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Produção Cultural (20/08, 14h às 18h): Com Gilma Oliveira, compartilha a experiência logística, operacional, contratual e de circulação de grandes montagens do grupo;
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Tecnologia da Cena (21/08, 9h às 13h): Comandada por Beatriz Radicchi e Rodrigo Marçal, apresenta os bastidores técnicos de cenotécnica, iluminação e sonorização.
Espetáculo e circulação regional
O espetáculo Cabaré Coragem será encenado na quinta-feira (20), às 19h30, no estacionamento da Biblioteca Central do Campus Universitário Darcy Ribeiro (Unimontes), com entrada franca. Estreada em 2023, a peça mescla música ao vivo, dança, números de variedades e trechos do dramaturgo alemão Bertolt Brecht.
Além da apresentação, o grupo promove um bate-papo nesta quarta-feira (19/08), às 19h, na Casa Teatro Vanda Dias. Após a passagem por Montes Claros, a caravana teatral segue para Bocaiúva (22/08), Francisco Sá (25/08), Grão Mogol (27) e encerra a rota em Janaúba (29/08). O projeto conta com patrocínio exclusivo da Cemig via Lei Rouanet e Lei Estadual de Incentivo à Cultura de Minas Gerais.
Mais de 40 anos de história: a trajetória do Grupo Galpão
Criado em Belo Horizonte em novembro de 1982, o Grupo Galpão construiu uma das trajetórias mais emblemáticas do teatro brasileiro contemporâneo:
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Origem no teatro de rua: Nascido a partir de oficinas com diretores do grupo alemão Theater 50 e do Teatro Pobre de Jerzy Grotowski, o coletivo fincou raízes na ocupação de praças públicas, feiras e espaços não convencionais;
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Consagração e clássicos: Entre suas montagens históricas estão Romeu e Julieta (1992), dirigida por Gabriel Villela — que levou a trupe a se apresentar no prestigiado Globe Theatre, em Londres —, A Rua da Amargura, Um Molière Imaginário, Till, a Saga de um Herói Torto e Os Gigantes da Montanha;
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Estética popular e pesquisa: O grupo consolidou uma linguagem híbrida que une circo, farsa, melodrama, música popular brasileira e rigor cênico, mantendo um núcleo permanente de atores e uma estrutura cooperativa de produção;
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Alcance global e memória: Com passagens por festivais em mais de 20 países das Américas, Europa e Ásia, o Galpão mantém o Centro Cultural Galpão Cine Horto, em Belo Horizonte, como polo de formação artística, pesquisa e fomento às artes cênicas.
