Fim da escala 6×1 ganha força nas mobilizações do Dia do Trabalhador

A medida é vista como essencial para garantir qualidade de vida e equilíbrio entre trabalho e vida pessoal . Foto: José Cruz/Agência Brasil

Centrais sindicais defendem redução da jornada e ampliam atos descentralizados em todo o país

 

O fim da escala 6×1 será a principal pauta defendida pelas centrais sindicais nas mobilizações do Dia do Trabalhador, celebrado nesta sexta-feira (1º), com atos descentralizados em diversas cidades do país.

A proposta, considerada estratégica pelos movimentos sindicais, busca reduzir a jornada semanal de trabalho e ampliar o equilíbrio entre vida profissional e pessoal. Atualmente, iniciativas sobre o tema tramitam no Congresso Nacional, incluindo um projeto de lei enviado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que propõe a redução da carga horária de 44 para 40 horas semanais.

Na capital paulista, as atividades ocorrerão em diferentes pontos da cidade, já que a Avenida Paulista terá outras manifestações programadas. A Central Única dos Trabalhadores (CUT) dará início à programação às 14h, no Paço Municipal de São Bernardo, com ações políticas, culturais e de prestação de serviços, sob o lema “Nossa luta transforma vidas”.

A agenda inclui ainda debates sobre redução da jornada sem diminuição salarial, combate à violência de gênero, enfrentamento à pejotização e fortalecimento das negociações coletivas. Também estão entre as pautas a defesa dos serviços públicos e críticas a propostas de reforma administrativa e privatizações.

A Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) realizará concentração na Praça Franklin Roosevelt, a partir das 9h, destacando a necessidade de políticas públicas que combatam a precarização do trabalho e garantam direitos básicos.

Já a União Geral dos Trabalhadores (UGT) promove o lançamento da 12ª Expo Paulista, com exposição sobre conquistas e desafios do trabalhador brasileiro. A mostra, considerada uma das maiores a céu aberto da América Latina, ficará em cartaz até 31 de maio.

Outras centrais, como a Central dos Sindicatos Brasileiros (CSB), também organizam mobilizações em cidades do interior paulista, ampliando o alcance das reivindicações e promovendo maior aproximação com trabalhadores em diferentes regiões.

*Agência Brasil

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