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Uma noite marcada por emoção e reconhecimento celebrou a trajetória de artistas e agentes culturais que ajudaram a construir a história cultural de Montes Claros. A 1ª Mostra de Monólogos do Norte de Minas, realizada no Centro Cultural Hermes de Paula, promoveu uma homenagem especial a nomes fundamentais para o fortalecimento do teatro e das manifestações culturais da região.
O evento, que integra as comemorações dos 40 anos da Companhia de Teatro Artecena, contou com o apoio da Prefeitura de Montes Claros, por meio da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo. Durante a cerimônia, 22 fazedores de cultura foram agraciados com o Troféu Mestre Batista, em reconhecimento à contribuição para a cena artística local.
A secretária municipal de Cultura e Turismo, Júnia Velloso Rebello, destacou a importância de valorizar aqueles que ajudaram a consolidar a identidade cultural da cidade. Segundo ela, homenagear esses nomes é também fortalecer o fazer artístico e preservar a memória cultural do Norte de Minas.
Entre os homenageados estão artistas e personalidades como Ayrton Trevisan, Amelina Chaves, Charles Boavista, Dulce Veloso, Igor Xavier, Ildeu Braúna, Gabriel Cardoso, Giovani Fernandes, José Nilton da Silva (Zé Nilton), Maria da Penha, Marcos Guimarães, Mestre Zanza, Reginauro Silva, Reco Brasil, Romildo Mendes (Rel Mendes), Téo Azevedo, Valentino, Yara Souto e o próprio Mestre Batista, entre outros.
A cerimônia foi marcada por depoimentos emocionados de familiares dos homenageados, que ressaltaram o legado deixado por cada um na construção da cultura local. Um dos momentos mais marcantes foi a homenagem ao Mestre Zanza, importante figura das tradicionais Festas de Agosto. Familiares destacaram o orgulho em ver a trajetória do artista reconhecida e celebrada, reforçando a permanência de seu legado entre as novas gerações.
Para o teatrólogo Haroldo Soares, fundador da Companhia de Teatro Artecena e organizador da mostra, a homenagem vai além do reconhecimento individual. Ele afirma que valorizar esses nomes é também construir memória e fortalecer o teatro regional.
Trajetória do Artecena
Fundado na década de 1980, o grupo Artecena iniciou sua trajetória com o espetáculo “O Grande Ditador”, inspirado na obra de Charles Chaplin. Ao longo de quatro décadas, a companhia acumulou diversas montagens, como “Valsa nº 6”, “Dois Perdidos numa Noite Suja”, “O Julgamento” e “Simplesmente Chaplin”, consolidando-se como uma das referências do teatro no Norte de Minas.
Como parte da programação da mostra, uma exposição com acervo dos artistas homenageados segue aberta ao público no Centro Cultural Hermes de Paula até o dia 30 de abril, reunindo registros que ajudam a contar a história da produção cultural da região.