Divulgação Fecomércio MG
O comércio mineiro respira otimismo para a chegada do Dia das Mães de 2026. De acordo com o levantamento realizado pelo Núcleo de Pesquisa & Inteligência da Fecomércio MG, a data — considerada a segunda mais importante para o varejo, atrás apenas do Natal — impacta diretamente 98,5% dos estabelecimentos comerciais do estado.
A expectativa de crescimento é compartilhada pela maioria: 56% dos empresários acreditam que o faturamento deste ano será superior ao de 2025. Entre os pilares desse entusiasmo estão o forte valor afetivo da data e um reaquecimento gradual do setor. Por outro lado, 24% preveem estabilidade e 18,6% demonstram cautela, citando o endividamento das famílias e a retração nas vendas do primeiro semestre como principais obstáculos.
Perfil de Consumo e Formas de Pagamento
O estudo detalha que o consumidor mineiro deve intensificar as compras na própria semana da celebração (72,2%), com um ticket médio variando majoritariamente entre R$ 70,00 e R$ 200,00.
No que diz respeito ao pagamento, a agilidade e o crédito dominam o cenário:
-
Pix: 28,5%
-
Cartão de Crédito (à vista): 28,3%
-
Cartão de Crédito (parcelado): 27%
Segundo Gabriela Martins, economista da Fecomércio MG, a preferência por essas modalidades reflete um consumidor mais estratégico. “O Dia das Mães tem um apelo emocional que sustenta o consumo, mas a cautela impera. Isso explica o crescimento concentrado em tíquetes médios controlados e o uso de formas de pagamento que facilitam o planejamento financeiro”, avalia.
A Força do Digital e Estratégias de Venda
A transformação digital segue moldando o varejo físico. Pela primeira vez, mais da metade dos entrevistados (52,3%) realizarão vendas pela internet. Nesse ecossistema, o WhatsApp reina absoluto, sendo a ferramenta preferida de 88,5% dos comerciantes que atuam online, seguido pelo Instagram (46,2%).
Para atrair o público, as empresas mineiras apostam em três frentes principais:
-
Propaganda ostensiva;
-
Promoções e liquidações;
-
Divulgação intensa em canais digitais.
Apesar do otimismo nas vendas, o mercado de trabalho reflete prudência: apenas 5,2% das empresas pretendem contratar mão de obra temporária, um índice levemente inferior aos 5,5% registrados no mesmo período do ano passado.