Boletim esclarece dados da dengue: Capitão Enéas aparece em 3º no ranking, e não Montes Claros

Foto: Fábio Marçal /Divulgação

Município montes-clarense soma 218 casos confirmados e segue com ações intensificadas de combate ao Aedes aegypti

 

A divulgação do mais recente boletim epidemiológico do Governo de Minas Gerais sobre os casos de dengue no estado gerou dúvidas entre moradores do Norte de Minas após a publicação do ranking das cidades com maior incidência da doença.

No levantamento, o município de Capitão Enéas aparece na terceira posição entre as cidades com mais casos de dengue em Minas Gerais, com mais de mil registros confirmados.

A informação, no entanto, foi interpretada de forma equivocada por algumas pessoas, que associaram a colocação à cidade de Montes Claros, por Capitão Enéas integrar a área de abrangência da Superintendência Regional de Saúde do município.

O esclarecimento é que a terceira posição no ranking se refere exclusivamente a Capitão Enéas, e não a Montes Claros.

Segundo os dados atualizados, Montes Claros contabiliza 218 casos confirmados de dengue e nenhum óbito, ocupando a 143ª posição em incidência no estado.

De acordo com a administração municipal, os números refletem o trabalho intensificado no combate ao mosquito transmissor da doença. Entre as ações adotadas estão os “Dias D” para recolhimento de materiais inservíveis, a Operação Pente-Fino, com visitas domiciliares feitas por agentes de combate às endemias, o uso de ovitrampas para identificar áreas com maior índice de infestação, além da aplicação de UBV, o fumacê, e campanhas de conscientização junto à população.

A maior parte dos focos do mosquito, segundo as autoridades de saúde, ainda é encontrada dentro das residências, o que reforça a necessidade da participação da população na prevenção.

Apesar do cenário considerado controlado em Montes Claros, a orientação é para que os cuidados sejam mantidos, especialmente neste período de chuvas, quando aumenta o risco de proliferação do Aedes aegypti.

A recomendação é que os moradores mantenham quintais e recipientes limpos, evitando o acúmulo de água parada para impedir o surgimento de novos focos e reduzir a ameaça das arboviroses.

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