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Foto: PCMG Montes Claros

O procedimento recente com o indiciamento do suspeito pelo crime de feminicídio foi encaminhado à Justiça para apreciação.

 

 

O inquérito instaurado para apurar a morte de uma mulher, de 49 anos, atacada com 23 golpes de faca, foi concluído pela Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) com o indiciamento do irmão da vítima, de 62, pelo crime de feminicídio. O caso ocorreu no bairro Delfino Magalhães, em Montes Claros, Norte do estado, no dia 23 de outubro deste ano.

Conforme apurado, o suspeito tinha uma relação conflituosa com a vítima, sendo que ambos moravam no mesmo lote, mas em construções distintas. Ainda segundo as investigações, cerca de cinco dias antes do feminicídio, o investigado teria feito investidas sexuais contra a irmã, que foi ameaçada ao resistir às abordagens.

No dia anterior à sua morte, a mulher procurou uma liderança religiosa para relatar o temor que sentia em relação ao irmão, deixando com ele um bilhete contendo informações sobre o familiar, para providências em caso de emergência.

Apesar do histórico de violência e das ameaças apuradas durante a investigação, não havia registro de denúncia formal nem medidas protetivas de urgência em favor da vítima.

Feminicídio

Testemunhas relatam que, no dia do crime, ouviram pedidos de socorro vindos do quintal do imóvel. Uma pessoa tentou entrar no local para prestar auxílio, mas foi impedida pelo investigado, que a ameaçou e afirmou ter matado a irmã.

Quando os policiais chegaram, encontraram o homem com uma faca. Ao receber ordem para soltar a arma, ele passou a provocar ferimentos no próprio pescoço, sendo necessário contê-lo.

Por meio de exame pericial, a polícia identificou lesões nos braços, cotovelos e mãos da mulher, compatíveis com ferimentos de defesa, indicando que ela tentou se proteger das agressões.

Histórico de violência

Antes de se mudar para Montes Claros, há mais de um ano, o homem residiu em Mato Grosso, onde constam registros criminais relacionados com violência doméstica, ameaça e vias de fato, além de um registro em 2010 referente ao antigo crime de atentado violento ao pudor, cuja conduta passou a integrar o tipo penal de estupro após alteração legislativa.

O procedimento recente com o indiciamento do suspeito pelo crime de feminicídio foi encaminhado à Justiça para apreciação.

Denuncie

A delegada Francielle Drumond reforça que situações de violência contra a mulher devem ser denunciadas, a fim de interromper o ciclo de agressões e evitar novas vítimas. “A denúncia é um instrumento fundamental para que as autoridades possam agir, investigar os fatos e adotar as medidas necessárias à proteção das vítimas”, completou a policial.

Assim, situações de emergência podem ser comunicadas à Polícia Militar pelo telefone 190. Há, ainda, as opções do Disque-Denúncia 181 e do Ligue 180 (Central de Atendimento à Mulher), além do registro feito presencialmente em uma unidade policial e pela Delegacia Virtual nos casos de ameaça, vias de fato/lesão corporal e descumprimento de medida protetiva.

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