Fotos: FreePik

Fotos: FreePik

Não existe uma lista rígida capaz de determinar o que é “normal” para todas as crianças. É preciso observar a idade, o contexto, a frequência, a intensidade e, principalmente, o impacto daquele comportamento na vida da criança.

 

 

Choro, birras, medo, dificuldade para dormir, mudanças de humor e resistência a determinadas situações fazem parte da infância. O desafio para os pais está em entender quando esses comportamentos são manifestações esperadas de uma determinada fase e quando representam uma mudança persistente que merece atenção.

Não existe uma lista rígida capaz de determinar o que é “normal” para todas as crianças. É preciso observar a idade, o contexto, a frequência, a intensidade e, principalmente, o impacto daquele comportamento na vida da criança.

Na infância, o comportamento é uma das principais formas de comunicação. Por isso, mais importante do que olhar para um comportamento isoladamente é compreender o que aquela criança está tentando expressar e em que contexto isso está acontecendo.

Sinais que merecem mais atenção

  • Mudanças de humor: alterações importantes e persistentes podem indicar que a criança está passando por algum sofrimento emocional;
  • Isolamento e perda de interesse: deixar de brincar ou participar de atividades que antes davam prazer merece ser observado;
  • Alterações na rotina: mudanças persistentes no sono, na alimentação, na escola ou no comportamento podem justificar uma avaliação mais cuidadosa.

Uma criança pode estar triste, irritada ou com medo em determinados momentos sem que isso signifique necessariamente um transtorno. O que merece atenção é quando aquele sofrimento se torna persistente, intenso ou começa a interferir na rotina, nos relacionamentos, na escola ou nas brincadeiras.

O contexto importa

  • Observar mudanças de comportamento sem reduzir tudo a “manha” ou “fase”;
  • Conversar e escutar, respeitando a idade e a capacidade de compreensão da criança;
  • Evitar comparações com irmãos, colegas ou outras crianças;
  • Manter uma rotina que ofereça previsibilidade e segurança;
  • Validar os sentimentos e procurar orientação profissional quando houver sofrimento persistente ou prejuízo significativo na rotina.

Não é apenas o acontecimento em si que importa, mas a forma como a criança vive e significa aquela experiência. Duas crianças podem passar pela mesma situação e reagir de maneiras completamente diferentes”, afirma Bruna.

Quando procurar ajuda profissional

A avaliação psicológica pode ser considerada quando os comportamentos são persistentes, causam sofrimento ou começam a interferir de maneira significativa na vida da criança.

  • Medos ou preocupações que passam a limitar significativamente a rotina;
  • Queda importante no rendimento ou recusa frequente em ir à escola;
  • Agressividade ou irritabilidade muito diferentes do padrão habitual;
  • Queixas físicas recorrentes, regressões ou mudanças comportamentais significativas sem explicação clara.

Procurar ajuda não significa que os pais fizeram algo errado ou que a criança necessariamente tem um transtorno. Muitas vezes, significa reconhecer que aquela família precisa de ajuda para compreender uma situação e encontrar novas formas de lidar com ela.

 

About The Author