O Programa Centelha 3 em Minas Gerais (Chamada Pública 010/2026), executado pela FAPEMIG em parceriais com órgãos federais como o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e a FINEP, recebeu em sua terceira edição 749 propostas de todo o estado, 100 foram selecionadas e dentre elas está uma proposta desenvolvida a partir da pesquisa científica na Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes) que alcançou o segundo lugar geral no resultado oficial da Fase 1 do Programa.
A proponente, Hellen Karla Oliveira Marques, é doutoranda do Programa de Pós-Graduação em Biotecnologia (PPGB) da Unimontes. A trajetória do projeto evidencia a conexão entre ciência, empreendedorismo e desenvolvimento tecnológico. A ideia surgiu na bancada do doutorado, a partir do contato da pesquisadora com os desafios e as oportunidades relacionados à valorização dos produtos das abelhas. Orientada pelo Professor Dr. Dario Alves Oliveira, a doutoranda contou com a percepção do orientador sobre o potencial empreendedor da pesquisa e a incentivou a avançar, posteriormente, a proposta foi pré-incubada na Incubadora de Empresas da Unimontes (INEMONTES), ambiente institucional de apoio ao desenvolvimento de iniciativas empreendedoras e inovadoras. Desde então, sua trajetória acadêmica serviu de base para a construção de uma proposta empreendedora que busca aproximar o conhecimento científico das oportunidades de desenvolvimento tecnológico em diferentes setores e busca contribuir para a agregação de valor à produção apícola, com atenção à inovação e sustentabilidade.
A conquista também projeta o potencial do Norte de Minas Gerais para o desenvolvimento de soluções inovadoras a partir de recursos e atividades já presentes na região. A apicultura reúne possibilidades de conexão entre conhecimento científico, setor produtivo e novos modelos de negócios, favorecendo a criação de oportunidades para a cadeia regional.
O resultado no Centelha 3 MG representa um marco sobre a transformação de uma ideia originada na pesquisa acadêmica em uma iniciativa de empreendedorismo inovador. A classificação corresponde à Fase 1 do programa; a etapa seguinte prevê o detalhamento dos projetos de fomento, conforme o cronograma oficial.
Para Hellen Marques, a conquista reforça um marco transformador, visto que o programa é reconhecido nacionalmente, estar entre os projetos selecionados abre portas para parcerias e oferece a possibilidade de transformar a pesquisa desenvolvida na universidade em oportunidades de inovação, mantendo a ciência como ponto de partida para novas soluções e perspectivas de desenvolvimento regional.