A Associação dos Municípios da Área Mineira da Sudene (AMAMS) encaminhou, nesta terça-feira (20/10), ofício à Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) questionando a mudança na localização da praça de pedágio da BR-251, prevista no projeto original de concessão da rodovia.
Segundo a entidade, durante as audiências públicas, a praça estava prevista para o km 492,1, em Francisco Sá. No entanto, conforme comunicado da concessionária Ecovias das Gerais, a estrutura está sendo implantada no km 510, em Montes Claros, próximo ao Clube Lagoa da Barra.
A alteração preocupa a AMAMS pelos possíveis impactos econômicos e sociais, especialmente para moradores que utilizam a rodovia diariamente para trabalhar, estudar, buscar atendimento médico e realizar atividades comerciais.
O presidente da entidade e prefeito de São João da Lagoa, Ronaldo Soares Mota Dias, que participou das duas audiências públicas promovidas pela ANTT, cobra esclarecimentos sobre os critérios que motivaram a mudança.
“Participei das audiências públicas e acompanhei a apresentação do projeto original. Agora nos deparamos com uma mudança significativa na localização da praça de pedágio, que pode trazer prejuízos diretos à população. Não podemos tratar essa alteração como algo simples, pois ela pode fazer com que milhares de pessoas passem a pagar uma tarifa em deslocamentos que não seriam atingidos pela localização inicialmente prevista”, afirma Ronaldo.
O presidente ressalta que a entidade não se opõe à duplicação da BR-251, considerada fundamental para o desenvolvimento e a segurança viária do Norte de Minas, mas questiona a alteração das condições inicialmente apresentadas à população.
“Não somos contra a duplicação da BR-251. Pelo contrário, sabemos da importância dessa obra para o Norte de Minas. O que estamos questionando é a alteração do projeto inicial e o prejuízo que ela pode causar. Uma decisão como essa precisa ter justificativa técnica, transparência e, acima de tudo, respeito à população que será diretamente afetada”, ressalta.
No ofício, a AMAMS solicita à ANTT e à Ecovias das Gerais explicações formais sobre a mudança, acesso aos estudos técnicos que fundamentaram a decisão e reavaliação da localização da praça de pedágio. A entidade também defende o diálogo com os municípios afetados.
Entre as preocupações estão o possível aumento dos custos de deslocamento, os impactos no transporte de pacientes, no comércio e na integração econômica regional.
“O projeto foi apresentado à população com uma localização definida. Se houve uma mudança, é necessário explicar por que ela aconteceu e demonstrar que não haverá prejuízos desproporcionais aos usuários. Como presidente da AMAMS, minha responsabilidade é cobrar essas respostas e defender os interesses da nossa região”, conclui Ronaldo Soares Mota Dias.
A AMAMS reafirma seu apoio aos investimentos na BR-251, mas defende que a concessão avance com transparência e respeito à população dos municípios envolvidos.