Cemig investe R$ 13 milhões em subestação para reforçar energia em Montes Claros

Fabiano Mendonça Dias, Superintendente Regional da Cemig e o prefeito de Montes Claros, Guilherme Guimarães. Foto: Cemig

Estrutura está em fase de testes operacionais e deve atender à expansão da Eurofarma; entre 2023 e 2027, companhia prevê investir R$ 230 milhões no sistema de distribuição do município

Uma nova subestação elétrica, resultado de uma parceria entre a Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) e a Prefeitura de Montes Claros, recebeu investimento de R$ 13 milhões e está em fase de testes operacionais. A estrutura deve ampliar a disponibilidade e a confiabilidade do fornecimento de energia para o setor industrial e outros consumidores do município e da região.

Um dos principais empreendimentos beneficiados será a Eurofarma, que está ampliando sua unidade fabril em Montes Claros. Considerada a maior planta da companhia farmacêutica, a fábrica tem potencial para gerar cerca de 3 mil empregos diretos e indiretos.

Felipe Lacerda Carvalho Ferreira, gerente de Alta Tensão da Cemig. Foto: Cemig

Segundo Felipe Lacerda Carvalho Ferreira, gerente de Alta Tensão da Cemig, a obra está praticamente concluída. “A obra está praticamente concluída e a subestação está em fase de testes operacionais”, informou.

A nova estrutura permitirá que a fábrica da Eurofarma passe a ser atendida diretamente pelo sistema de alta tensão. Com isso, a carga atualmente consumida pela indústria será retirada da rede de distribuição convencional, liberando capacidade para outros consumidores.

“Essa subestação permitirá a migração da fábrica da Eurofarma para o sistema de Alta Tensão, assim toda a carga que consome hoje na rede de distribuição será aliviada, aumentando a disponibilidade e a qualidade da energia para os demais consumidores na região”, explicou Felipe Lacerda.

Atendimento à expansão industrial

A conexão em alta tensão também foi planejada para atender à demanda atual e futura da Eurofarma. De acordo com o gerente da Cemig, a estrutura permitirá o fornecimento de energia necessário à expansão da unidade industrial.

“Com a conexão na alta tensão através dessa subestação, a Eurofarma terá atendimento pleno para sua demanda atual e para a prevista futuramente, num sistema de altíssima confiabilidade”, afirmou.

O projeto prevê uma subestação híbrida conectada diretamente a uma linha de distribuição de 138 kV. A obra também incluiu a construção de novas linhas para interligar o complexo industrial às linhas Montes Claros 1 e Montes Claros 2.

A estrutura conta com sistemas digitais de proteção, controle e supervisão, que permitem o monitoramento remoto em tempo real. Na prática, a tecnologia amplia a disponibilidade de informações para as equipes responsáveis pela operação do sistema elétrico.

“Essas tecnologias significam muito mais informações disponíveis em tempo real no Centro de Operações, agilizando e melhorando as tomadas de decisões, o que reduz tanto a frequência quanto o tempo de interrupção para os consumidores”, detalhou Felipe Lacerda.

Impactos para a indústria regional

Para o presidente do Sindicato da Indústria de Montes Claros, Vivaldo Neto, o investimento contribui para criar condições de crescimento para o setor industrial e ampliar a capacidade de atração de empresas.

“A nova subestação representa um avanço estratégico para Montes Claros e o Norte de Minas. Energia confiável é fundamental para atrair investimentos, ampliar a capacidade produtiva e garantir competitividade. Esse investimento fortalece a confiança dos empresários e cria condições para a instalação de novas indústrias e a expansão das existentes”, avaliou.

Vivaldo também destacou os efeitos da ampliação da Eurofarma para outros segmentos da economia regional. Além da geração de empregos, a expansão industrial pode movimentar fornecedores, prestadores de serviços, comércio e atividades ligadas à qualificação profissional.

“A expansão da Eurofarma representa uma grande oportunidade para a economia regional. Além do potencial de geração de empregos, impulsiona fornecedores, prestadores de serviços, comércio e qualificação profissional. É uma oportunidade de fortalecer toda a cadeia produtiva e preparar nossa mão de obra para novas tecnologias e oportunidades”, afirmou.

O dirigente ressaltou, ainda, que o crescimento industrial depende de investimentos contínuos em infraestrutura, incluindo energia, rodovias, abastecimento de água e logística.

“A confiabilidade do fornecimento de energia é essencial, mas também precisamos de planejamento e investimentos contínuos. Montes Claros tem grande potencial de crescimento, e nossa infraestrutura precisa acompanhar esse desenvolvimento”, disse.

Cemig prevê R$ 230 milhões em investimentos

A nova subestação faz parte de um conjunto mais amplo de investimentos da Cemig na infraestrutura elétrica de Montes Claros. Conforme Felipe Lacerda, a companhia prevê aplicar cerca de R$ 230 milhões no sistema de distribuição do município entre 2023 e 2027.

O planejamento inclui a construção de seis novas subestações e a ampliação de unidades existentes. Segundo o gerente, as intervenções devem atender à conexão de grandes consumidores e aumentar em aproximadamente 50% a capacidade do sistema elétrico municipal.

“Entre os anos de 2023 e 2027 a Cemig está investindo cerca de R$ 230 milhões no sistema de distribuição em Montes Claros com a construção de seis novas subestações e ampliação das existentes. Essas obras, além de atender à conexão de grandes clientes, também irão aumentar em cerca de 50% a capacidade do sistema elétrico no município”, informou.

A parceria entre a Cemig e a Prefeitura também contempla o fornecimento de energia para o eletroposto que atenderá aos 49 ônibus elétricos previstos para o transporte coletivo de Montes Claros.

Para Vivaldo Neto, o desenvolvimento industrial exige articulação entre diferentes setores. “O desenvolvimento industrial não acontece de forma isolada. É resultado da união entre poder público, empresas e sociedade. Investir em infraestrutura é investir em empregos, competitividade e no futuro de Montes Claros e do Norte de Minas”, concluiu.

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