Foto: Divulgação/Polícia Civil
A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) prendeu, nessa quarta-feira (7/10), uma mulher, de 26 anos, investigada pela morte de uma idosa, de 70, em Jaíba, no Norte do estado. A vítima ficou desaparecida por aproximadamente 12 dias, e o corpo foi localizado em agosto deste ano, em uma área rural do município.
Segundo as investigações, a idosa teria sido mantida em restrição de liberdade e obrigada, mediante violência e ameaças, a realizar movimentações financeiras. Três homens já haviam sido presos em flagrante durante as apurações.
Avanço das investigações
O inquérito teve início após o desaparecimento da vítima, vista pela última vez em Manga, cidade distante cerca de 75 quilômetros de Jaíba, onde foi registrada sua última localização telefônica. Durante as apurações, os policiais reuniram informações com moradores, taxistas e mototaxistas e analisaram dados sobre os deslocamentos da idosa.
As informações levantadas levaram à localização do corpo em uma área rural de Jaíba. Também foram apreendidos pertences pessoais da vítima e um veículo que, segundo a investigação, teria sido utilizado no transporte dela entre Manga, Jaíba e Montes Claros.
Conforme as apurações, a idosa teria sido atraída por uma pessoa com quem mantinha um relacionamento anterior. Os investigados teriam conhecimento de que ela possuía recursos financeiros e, após sua chegada a Manga, restringido sua liberdade para obrigá-la a realizar operações financeiras e transferências de valores.
A vítima teria sido levada para uma área rural de Jaíba, onde permaneceu sob o domínio dos suspeitos. Segundo declarações prestadas por envolvidos, após as movimentações financeiras, teria sido tomada a decisão de matá-la e ocultar o corpo.
Um dos investigados indicou aos policiais o local onde a idosa estaria enterrada. Durante a escavação, parte do corpo foi localizada, e foram adotadas as providências para preservar a área e realizar os trabalhos periciais.
Prisão preventiva
Com o desenrolar das investigações, a equipe policial reuniu elementos a partir de depoimentos de testemunhas, imagens de sistemas de monitoramento, registros de deslocamentos e documentos relacionados com o caso.
As informações levantadas apontaram a necessidade de aprofundar a apuração sobre a possível participação da mulher no crime. Diante disso, a PCMG representou pela prisão preventiva da investigada, medida deferida pelo Poder Judiciário.
Após a expedição do mandado, os policiais prenderam a mulher, que permanece à disposição da Justiça. As investigações continuam.