Turma da confeitaria - Foto: Divulgação Curvelo-MG
Aprender uma nova habilidade, desenvolver um interesse pessoal ou buscar conhecimentos para uma nova atividade estão entre os motivos que levam pessoas com mais de 60 anos a frequentar cursos de formação. No Senac em Minas, que integra o Sistema Fecomércio MG, Sesc, Senac e Sindicatos Empresariais, a presença desse público aparece em diferentes áreas, como Gastronomia, Confeitaria, Administração e Informática.
Em Curvelo, alunos mais velhos participam de formações como Bombons e Trufas e Técnicas de Confeitaria. Em Governador Valadares, a presença desse público é registrada em turmas de Bolos e Tortas e Informática Básica.
Para os estudantes mais velhos, a formação pode representar diferentes possibilidades, desde a aquisição de novas habilidades até o desenvolvimento de atividades por interesse pessoal, empreendedorismo, atualização profissional ou convivência social.
“Quando a gente se permite conhecer algo novo, também descobre novas possibilidades para a própria vida. O curso tem sido uma oportunidade de adquirir conhecimento, desenvolver habilidades e perceber que sempre podemos continuar aprendendo”, afirma Guilhermina Portes, de 65 anos, aluna do curso de Confeitaria em Governador Valadares.
Aprendizagem ao longo da vida
O psicólogo do Senac Luiz Nascimento defende que a capacitação melhora aspectos como a cognição das pessoas e habilidades motoras. “Aprender uma nova habilidade depois dos 60 anos é também uma forma de se manter ativo diante de novos desafios. O processo de aprendizagem envolve diferentes habilidades cognitivas e motoras e pode contribuir para que a pessoa se sinta mais autônoma e confiante no dia a dia. Além de contribuir com o fortalecimento da autoestima, sentimento de pertencimento e de utilidade no mundo”, complementa o especialista.
Já o docente de Gastronomia, Hector B. Oliveira, explica que as atividades desenvolvidas em sala de aula também favorecem a interação entre os participantes. “A gente consegue fornecer, além de técnicas, a interação social que eles demandam, que eles precisam, momentos de descontração, relaxamento. Então, acaba que o curso na área da cozinha se torna terapêutico, principalmente para as pessoas da terceira idade e dos idosos”, afirma.
Desafio recompensador
A experiência de voltar à sala de aula também aparece entre alunos que buscam ampliar a formação profissional. Segundo Miriam Domingos da Silva de Souza, aluna do curso Técnico em Administração do Senac em Curvelo, o retorno aos estudos é desafiador, mas também representa uma possibilidade de ampliar suas perspectivas profissionais. “Fazer esse curso tem sido um grande desafio, pela idade e por estar muito tempo fora de sala de aula. Ainda assim, tenho tido muita ajuda dos meus colegas e professores. Tenho conseguido superar muitos obstáculos, complementando a minha grade curricular, com esperança em conseguir uma nova oportunidade no mercado”, afirma.
Na área de Gestão, a docente Cinthia Paula Pereira observa também a procura de pessoas maduras por cursos relacionados à tecnologia. Segundo ela, esse movimento está relacionado à busca por atualização, autonomia e interação social. “É perceptível também uma necessidade maior de criar conexões entre as pessoas, buscar uma melhora na qualidade de vida, ter mais autonomia e adquirir habilidades comportamentais, as chamadas soft skills.”
Serviço
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