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A Prefeitura de Montes Claros, por meio do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), realiza nesta sexta-feira uma Passeata de Controle e Combate à Leishmaniose, no bairro Jardim Alegre (Facela). A mobilização começa às 8h, com saída da Escola Municipal Laudelina Fonseca e percurso pelas ruas do bairro.
A iniciativa integra a Semana Nacional de Controle e Combate à Leishmaniose e contará também com distribuição de panfletos educativos e palestras para orientar a população sobre as formas de prevenção da doença.
Segundo a Prefeitura, as ações de controle são realizadas durante todo o ano e podem ser intensificadas em áreas consideradas de maior risco de transmissão. Para definir as estratégias, são avaliados fatores como registros de casos humanos, presença de cães positivos, condições ambientais e reincidência de casos.
Montes Claros é destaque no combate à doença
Recentemente, Montes Claros recebeu uma visita técnica do Grupo Técnico de Vigilância das Leishmanioses da Organização Mundial da Saúde (OMS), que esteve no Brasil para conhecer o programa nacional de vigilância e controle da doença.
A cidade foi incluída na agenda da missão devido à sua relevância epidemiológica e às ações desenvolvidas no controle da leishmaniose. O grupo visitou laboratórios e acompanhou medidas de vigilância e controle de reservatórios domésticos, incluindo a utilização de coleiras em cães.
Para Maria Clara Lélis, diretora de Vigilância em Saúde da Prefeitura, a visita representa um reconhecimento das ações realizadas pelo Município e uma oportunidade de troca de conhecimentos.
Ações de controle
De janeiro a maio de 2026, o CCZ realizou 19.106 visitas domiciliares, 4.707 encoleiramentos e 302 eutanásias de cães, segundo dados da Prefeitura.
A leishmaniose é uma doença transmitida pela picada de fêmeas infectadas do mosquito-palha, também conhecido como flebotomíneo. O cão doméstico pode atuar como reservatório do parasita.
A doença pode se manifestar nas formas cutânea, que provoca lesões na pele, e visceral, que afeta órgãos internos. A forma visceral apresenta evolução crônica e, sem tratamento, pode levar à morte em até 90% dos casos, segundo informações de saúde pública.
