Foto: Divulgação/Polícia Federal
Operação Porta-Voz cumpriu quatro mandados de busca e apreensão em Taiobeiras e Montes Claros; investigação apura fraude em licitação, desvio de verbas e lavagem de dinheiro
Foto: Divulgação/Polícia Federal
A Polícia Federal deflagrou, nesta terça-feira (15), a Operação Porta-Voz, que investiga suspeitas de fraude em licitação, desvio de recursos públicos e lavagem de dinheiro no Norte de Minas. A ação é um desdobramento da Operação Dolomita, realizada em agosto de 2025.
Ao todo, foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão, sendo três em empresas e imóveis de suspeitos em Taiobeiras e um em Montes Claros. Durante a operação, os policiais apreenderam celulares, documentos e uma arma de fogo.
As investigações começaram em 2024 e apontaram indícios de irregularidades em processos licitatórios para a recuperação de estradas vicinais em Padre Carvalho. Os serviços foram custeados com recursos públicos no valor de R$ 606 mil, sendo R$ 573 mil provenientes de repasse federal. Segundo a PF, uma empresa de engenharia seria a principal beneficiária do esquema investigado.
As medidas foram autorizadas pelo Tribunal Regional Federal da 6ª Região (TRF-6), que também determinou a quebra dos sigilos bancário, telefônico e telemático dos investigados.
De acordo com a Polícia Federal, a nova fase da operação tem como objetivo reunir novas provas sobre os crimes investigados e identificar o valor do possível prejuízo causado aos cofres públicos.
A investigação continua em andamento.