A honestidade é um valor presente em diferentes tradições religiosas, códigos de ética e formas de compreender uma vida saudável em sociedade. Mas, além de dizer a verdade para outras pessoas, existe uma forma de honestidade ainda mais íntima: ser honesto consigo mesmo.
Quantas vezes acolho pacientes que não consegue perceber o que esta acontecendo na própria vida, por isso não entende aquele sentimento de ansiedade e depressão. É comum ouvir “ tenho filhos e um bom marido, minha vida é perfeita, eu não devia me sentir assim”, Muitas vezes podemos esconder, minimizar ou ignorar aquilo que sentimos porque não queremos entrar em contato com algo desconfortável. Dizemos “está tudo bem” quando não está.
O problema é que aquilo que não é reconhecido não desaparece. Quando emoções são constantemente ignoradas, elas podem permanecer presentes e contribuir para sofrimento psicológico, tensão e manifestações físicas. Sentir algo não significa necessariamente que precisamos agir de acordo com esse sentimento, mas significa que precisamos reconhecê-lo.
A chamada honestidade radical pode ser compreendida, nesse contexto, como a disposição de olhar para a própria vida com mais consciência e menos autoengano. Isso envolve reconhecer nossas escolhas, coragem de ver sem julgamentos, identificar aquilo que estamos tentando evitar e assumir responsabilidade pelas mudanças que desejamos construir.
Essa prática pode ser especialmente importante quando estamos diante de comportamentos compulsivos. Muitas vezes, a pessoa sabe que determinada atitude está trazendo consequências negativas, mas encontra justificativas para continuar: “é só dessa vez”, “eu mereço”, “depois eu resolvo”, “não está tão ruim assim”. A negação pode dificultar uma avaliação mais realista das consequências e manter o ciclo de comportamento.
Quando desenvolvemos essa consciência, também podemos construir relações mais autênticas. Afinal, é difícil estabelecer limites, comunicar necessidades e criar vínculos verdadeiros quando nem sequer conseguimos reconhecer o que realmente sentimos.
Ser honesto consigo mesmo pode ser desconfortável no início. Mas reconhecer a realidade é também o primeiro passo para poder transformá-la. Você não precisa gostar de tudo o que descobrir sobre si. Precisa apenas estar disposto a olhar, e por isso a terapia faz toda diferença quando se quer mudar de vida e ter autoconhecimento e eu posso te ajudar, iluminado esse caminho.