IMG-20260826-WA0450
Imagens de satélite e vistorias de campo indicaram a evolução da área onde houve supressão de vegetação nativa do cerrado

Nessa terça-feira (25/8), a Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) desencadeou a operação Larga, com foco no cumprimento de mandados de busca e apreensão decorrentes de inquérito que apura crimes ambientais em área de conservação no Norte do estado. Também participaram da ação a Polícia Militar de Meio Ambiente e o Ministério Público (MPMG).

As ordens judiciais foram executadas em endereços nos municípios de Chapada Gaúcha e Bonito de Minas, no Norte mineiro, bem como em Presidente Olegário, região Noroeste do estado.

Na ocasião, os policiais arrecadaram contratos relacionados com compra e cessão de terras, dispositivos eletrônicos e maquinários, entre eles tratores, pulverizador autopropelido, plantadeira, grades agrícolas, carreta, distribuidores de calcário, gerador elétrico, guinchos hidráulicos e outros implementos.

Crime ambiental

As investigações tiveram início após denúncias indicarem intervenções ambientais realizadas no interior da Área de Proteção Ambiental (APA) Cochá e Gibão, unidade de conservação estadual de uso sustentável, localizada entre os municípios de Bonito de Minas e Januária, ambos no Norte de Minas.

Imagens de satélite e vistorias de campo indicaram a evolução da área onde houve supressão de vegetação nativa do cerrado. Em março, as análises indicavam aproximadamente 1.230 hectares de vegetação extinta. Posteriormente, novas fiscalizações identificaram a supressão de 1.995 hectares.

As fiscalizações, realizadas ao longo deste ano, apontaram ainda indícios de queima de material lenhoso resultante do desmatamento e atividades de preparo do solo e cultivo agrícola. Os registros ambientais indicaram também indícios de utilização de um poço tubular sem a documentação e os equipamentos de medição exigidos.

Uma pessoa foi autuada administrativamente pelos órgãos ambientais em razão da supressão da vegetação nativa do cerrado sem autorização, além da queima de material lenhoso e da utilização de área desmatada para cultivo de soja.

A investigação, a cargo da equipe da PCMG que apura crimes ambientais em Januária, permanece em andamento.

About The Author