Foto: Divulgação Ecovias Norte
A Ecovias das Gerais está intensificando as frentes de trabalho nas BRs-116 e 251 , com serviços de recuperação do pavimento, revitalização da sinalização e conservação da rodovia, previstos no Plano de 100 Dias.
Para que essas intervenções avancem com segurança e sem a necessidade de interdição total das pistas, alguns segmentos passam a operar temporariamente no sistema Pare e Siga, dinâmica que exige atenção redobrada dos motoristas. Medidas de segurança são adotadas pela concessionária, como a sinalização correta das áreas em obra, a ampla divulgação dos locais e horários das intervenções e a capacitação e proteção dos colaboradores que atuam na pista, mas os motoristas também desempenham um papel importante na segurança de quem dirige e de quem trabalha nestes locais.
“O Pare e Siga é uma operação planejada para permitir que a obra avance mantendo o tráfego da rodovia. Quando o motorista respeita a sinalização, reduz a velocidade e aguarda a liberação, ele contribui para a segurança de todos, principalmente dos trabalhadores que estão atuando muito próximos ao fluxo de veículos.” Gilson Rocha, especialista em Segurança Viária da Ecovias das Gerais. Entre as principais recomendações estão a redução da velocidade ao primeiro sinal de que está se aproximando de um local em obras, manter uma distância segura do veículo à frente para evitar colisões traseiras, respeitar placas e a orientação dos operadores e, também, ter paciência durante a espera. Filas e retenções podem acontecer durante a operação, principalmente pelo perfil dos trechos atendidos pela Ecovias das Gerais, que possuem um tráfego grande de veículos pesados.
A espera é necessária para que os veículos de sentidos opostos não utilizem a mesma faixa simultaneamente e para que os trabalhos possam ser realizados com segurança. “É natural que o motorista queira chegar logo ao destino, mas tentar ganhar alguns minutos em um trecho de obra pode aumentar muito o risco. O mais importante é entender que aquela espera faz parte de uma operação de segurança”, explica Gilson Rocha. Mas, além das boas condutas que ajudam na segurança das operações, algumas atitudes podem ativamente colocar vidas em risco.
O que não fazer?
1. Não fure a fila
Tentar avançar pelo acostamento, pela área de obra ou por qualquer espaço que não esteja destinado ao tráfego pode surpreender outros usuários e trabalhadores.
2. Não avance o Pare Mesmo que aparentemente não haja veículos vindo no sentido contrário, o motorista deve aguardar a autorização para seguir. A operação é coordenada para garantir a passagem segura dos veículos e a proteção das equipes em campo.
3. Não acelere ao receber a liberação Quando o fluxo é liberado, o trecho continua sendo uma área de intervenção. Máquinas, trabalhadores, alterações de faixa e outros elementos podem estar próximos à pista. Vá em ritmo mais lento para evitar surpresas.
4. Não faça ultrapassagens indevidas A configuração da rodovia pode ser temporariamente modificada durante a obra. Por isso, o motorista deve seguir a sinalização existente e não realizar manobras para ultrapassar outros veículos quando não houver condições seguras.
5. Não use o celular ao volante Em uma área de obras, a atenção precisa estar totalmente voltada para a pista, especialmente diante de mudanças temporárias no fluxo e possíveis paradas.
6. Não ignore os trabalhadores Profissionais que atuam na manutenção e recuperação da rodovia ficam próximos ao tráfego durante a execução dos serviços. Reduzir a velocidade e manter distância dos equipamentos e das equipes é uma forma direta de contribuir para a segurança no trecho. Sobre o Plano de 100 Dias O Plano de 100 Dias marca a primeira etapa de atuação da Ecovias das Gerais nas BR-116 e BR-251, em Minas Gerais, com foco na recuperação emergencial da infraestrutura e no reforço da segurança viária antes do início da operação plena da concessão.
Entre as ações estão a recuperação do pavimento, limpeza e desobstrução de sistemas de drenagem, roçada e limpeza da faixa de domínio, reforço da sinalização horizontal e vertical, recuperação de dispositivos de proteção, reposição de marcos quilométricos e intervenções em pontos críticos previamente identificados. Os serviços foram definidos a partir de levantamentos técnicos realizados em conjunto com órgãos como PRF, DNIT e Corpo de Bombeiros, priorizando segmentos com maior necessidade de intervenção e histórico de acidentes.
A iniciativa representa o início de uma transformação gradual da infraestrutura e das condições de segurança de um corredor rodoviário estratégico para Minas Gerais e para o transporte de pessoas e cargas entre o Sudeste e o Nordeste do país.