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A estação que é tradicionalmente de baixa produção nas lavouras do Norte de Minas, tornou-se tempo de preparo para outras culturas. Na UFMG em Montes Claros, integrantes do Grupo de Estudos em Nutrição de Plantas e Uso de Resíduos na Agricultura (GENURA), estudam a influência de plantas de cobertura no cultivo de milho. O estudo Manejo do solo com plantas de cobertura em sistemas de produção no outono/inverno em Minas Gerais visando enfrentamento às mudanças climáticas é realizado na Fazenda Experimental Hamilton Abreu Navarro (FEHAN) e foi iniciado há três anos.
Na área de cultivo foram plantados Crotalaria ochroleuca, nabo forrageiro, nabo pé de pato, hunter, guandu forrageiro, Brachiaria ruziziensis, trigo forrageiro, aveia ucraniana, trigo mourisco e mix de plantas. As espécies serão utilizadas como cobertura para o plantio de milho de sucessão a ser realizado em agosto deste ano. “As plantas de cobertura aumentam a fertilidade do solo, o teor de matéria orgânica do solo, melhoram os atributos físicos e biológicos do solo, a capacidade de manutenção da água no solo, implicando em aumento para produção de alimentos e na sustentabilidade agrícola”, detalha o professor Rodinei Pegoraro, responsável pelo grupo de estudos.
Nesta etapa, serão avaliados o potencial de produção de massa de matéria seca das plantas, potencial de proteção do solo, taxa de liberação de nutrientes para a cultura do milho. No milho será avaliado o potencial de produção de silagem e no solo serão avaliadas as propriedades físicas, químicas e biológicas. “O estudo será repetido por mais três anos na FEHAN, com cultivo de plantas de cobertura no período de outono/inverno e milho no verão. Os resultados serão apresentados em um dia de campo a ser realizado no mês de setembro”, afirma o professor Rodinei Pergoraro. A pesquisa também está sendo replicada em mais cinco regiões de Minas Gerais e conta com a parceria da EPAMIG, Emater, EMBRAPA e instituições Centro Universitário de Patos de Minas (UNIPAM), Universidade Federal de São João del Rei (UFSJ) e Universidade Federal de Uberlândia (UFU).