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Crédito: Cristiano Machado / Imprensa MG

Publicação reúne informações sobre mercados internacionais e orientações para apoiar produtores mineiros na ampliação das exportações da bebida

 

O Governo de Minas lançou, nesta segunda-feira (29/6), em Montes Claros, o “Guia Abrindo Fronteiras: Oportunidades de Exportação para a Cachaça Mineira”, voltado a produtores, empresas e entidades do segmento, durante a cerimônia de transferência provisória da capital para o município, com a presença do governador Mateus Simões.

A publicação é fruto de um trabalho do Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sede-MG), em parceria com a Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), com a proposta de fortalecer a cultura exportadora, ampliar a inserção internacional de produtos mineiros e gerar novas oportunidades de negócios para cadeias produtivas com alto potencial de agregação de valor.

O guia fornece informações sobre a produção em Minas Gerais, análises de mercados, perfis de consumo e orientações para a exportação da bebida e oferece um instrumento prático de inteligência comercial para auxiliar na identificação de oportunidades no exterior e no planejamento de internacionalização da cachaça.

“Este guia vai aproximar nossos produtores de cachaça das oportunidades disponíveis no mercado internacional. Além de fortalecer a cultura exportadora, esperamos que esta ferramenta valorize cada vez mais esse produto que carrega a identidade e a excelência de Minas Gerais”, destaca a secretária de Estado de Desenvolvimento Econômico, Mila Corrêa da Costa.

A criação do guia também contou com o apoio dos Setores de Promoção Comercial das Embaixadas do Brasil em Assunção, Montevidéu, Madri e Roma, que ofereceram informações sobre mercados externos, canais de entrada, tendências de consumo e oportunidades comerciais.

“A cachaça de alambique tem papel socioeconômico crucial em Minas Gerais, visto que a maioria dos alambiques emprega mão de obra qualificada, impulsionando a geração de emprego e renda. Este guia de exportações surge como uma valiosa ferramenta de fomento à internacionalização da nossa cachaça, trazendo orientações essenciais para apoiar o produtor na conquista de novos mercados”, afirma a diretora de Comercialização e Mercados da Seapa, Sandra Carvalho dos Santos.

Tradição e identidade mineira

A cachaça possui importância histórica e econômica para o Brasil, sendo reconhecida como a bebida nacional do país. Diante desse contexto Minas tem grande destaque com o produto, sendo o maior produtor nacional de cachaça de alambique.

O estado reúne cerca de 40% dos estabelecimentos produtores de cachaça do país e possui 256 municípios com pelo menos um produtor registrado, o equivalente a aproximadamente 30% dos municípios mineiros.

A produção de cachaça de alambique também tem forte valor cultural. O processo tradicional de fabricação foi reconhecido como patrimônio cultural de Minas Gerais pela Lei Estadual nº 16.688/2007, reforçando a importância da atividade como expressão da identidade mineira e do saber-fazer tradicional.

Vendas internacionais da cachaça mineira

Em 2025, Minas Gerais exportou 337 toneladas de cachaça, alcançando receita de US$ 1,5 milhão e chegando a 14 mercados de destino. Entre esses países, o Uruguai foi responsável pela compra de US$ 478,7 mil da bebida, seguido por Estados Unidos (US$ 446,1 mil), Itália (US$ 264,7 mil), Austrália (US$ 91,8 mil) e Reino Unido (US$ 79 mil).

Extrema foi o município líder nas exportações do produto para o exterior, contribuindo com US$ 756,1 mil do valor total exportado. Além da cidade do Sul de minas, também se destacaram Salinas (US$ 296,2 mil), Araxá (US$ 151,6 mil), Novorizonte (US$ 144,9 mil) e Matozinhos (US$ 79,9 mil).

Moradia regularizada

Também durante a cerimônia de transferência da capital para Montes Claros, o Estado realizou a assinatura simbólica de Acordos de Cooperação Técnica (ACTs) para implementar ações de regularização fundiária urbana de cerca de 3,9 mil imóveis com 13 municípios da região, por meio da Sede-MG e da Companhia de Habitação do Estado de Minas Gerais (Cohab Minas).

A parceria integra uma nova fase do programa Minas Reurb e deve beneficiar aproximadamente 11,7 mil pessoas nas cidades de Cônego Marinho, Engenheiro Navarro, Espinosa, Francisco Sá, Itacarambi, Juvenília, Lontra, Montezuma, Ninheira, Pintópolis, Pirapora, Ponto Chique e Santa Cruz de Salinas.

“Isto vai significar a regularização de quase 4 mil imóveis. Mais de 17 mil pessoas vão ser beneficiadas por um programa que garante a entrega de escritura e registro às pessoas. E o imóvel delas vale mais, porque pode ser vendido com financiamento habitacional”, explicou o governador Mateus Simões.

Para viabilizar os trabalhos, o Estado destinará mais de R$ 10 milhões, com recursos provenientes do Acordo de Reparação do Rio Doce, assinado em outubro de 2024 pelos Estados de Minas Gerais e Espírito Santo com a União, Defensorias Públicas e Ministérios Públicos dos dois estados, Defensoria Pública e Ministério Público da União, e as empresas Samarco Mineração S.A., Vale S.A. e BHP Billiton Brasil Ltda. O rompimento da barragem de Fundão, em novembro de 2015, deixou 19 mortos e causou graves impactos sociais, ambientais e econômicos em Minas e no Espírito Santo.

 

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