Operação Cerco Fechado prende dez pessoas e cumpre 59 mandados em Montes Claros

Foto: Divulgação/ PCMG

Ação integrada das forças de segurança teve origem na investigação de homicídios e mira o combate ao crime organizado no Norte de Minas

 

As forças de segurança de Minas Gerais apresentaram, nesta quarta-feira (24), em Montes Claros, o balanço parcial da Operação Cerco Fechado, ação integrada que reúne órgãos estaduais e federais no combate ao crime organizado e na prevenção à expansão de facções criminosas em regiões estratégicas do estado.

Os resultados foram divulgados durante coletiva realizada na sede da 11ª Região Integrada de Segurança Pública (Risp), no bairro Ibituruna. Na ocasião, autoridades detalharam os números alcançados pela operação em Minas Gerais e, especialmente, as ações executadas em Montes Claros.

Nesta nova fase da operação, dez pessoas foram presas no município. As equipes cumpriram 59 mandados de busca e apreensão, cinco mandados de prisão e realizaram ainda cinco prisões em flagrante pelos crimes de tráfico de drogas e porte ilegal de arma de fogo.

As diligências ocorreram nos bairros Santa Cecília, Vila Itatiaia e Conferência Cristo Rei, em Montes Claros, além de unidades prisionais da região e da cidade de Uberlândia, no Triângulo Mineiro.

Entre os detidos está um investigado apontado como integrante de uma organização criminosa com atuação em âmbito nacional. Durante a operação, foram apreendidas porções de maconha, cocaína e crack, uma arma de fogo, aparelhos celulares, um veículo e outros materiais que serão submetidos à análise pericial para auxiliar no andamento das investigações.

A Operação Cerco Fechado é coordenada pela Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) e conta com a participação da Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG), Polícia Penal e Polícia Federal (PF).

Participaram da coletiva a comandante-geral da Polícia Militar de Minas Gerais, coronel PM Cleide Barcelos dos Reis Rodrigues; o chefe da Delegacia da Polícia Federal em Montes Claros, delegado Rodrigo Passos; o chefe adjunto da Polícia Civil de Minas Gerais, Aloísio Daniel Fagundes; e o diretor-geral da Polícia Penal, Leonardo Mattos Alves Badaró.

Segundo as autoridades, a integração entre as instituições tem sido fundamental para fortalecer a atuação do Estado contra organizações criminosas e ampliar a segurança da população.

De acordo com o delegado-geral adjunto da Polícia Civil, Aloísio Daniel Fagundes, a operação mobilizou cerca de 150 policiais civis das unidades de Montes Claros e Belo Horizonte. Ele ressaltou que o trabalho conjunto de inteligência permitiu identificar lideranças dos grupos investigados e ampliar a capacidade de resposta das forças de segurança.

A ação é resultado de meses de investigação, monitoramento e análise de informações produzidas pelos órgãos de segurança. Os trabalhos tiveram início após a apuração de dois homicídios registrados nos bairros Santos Reis e Jardim Primavera, em Montes Claros.

Com o avanço das investigações, foram identificados integrantes dos grupos criminosos, áreas de atuação, conexões entre suspeitos e estruturas utilizadas para a prática de crimes. Os elementos reunidos subsidiaram as medidas cautelares autorizadas pela Justiça.

O nome “Cerco Fechado” faz referência à estratégia adotada pelas forças de segurança para atingir simultaneamente os alvos identificados durante as investigações, restringindo a atuação das organizações criminosas e aumentando a efetividade das ações de repressão qualificada.

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Vídeos: Larissa Durães

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