Foto: Larissa Durães
Montes Claros recebeu nesta terça-feira (16) a Jornada Cidades Protegidas, iniciativa nacional que teve início em Minas Gerais e busca identificar os principais desafios enfrentados pelos municípios para a construção de soluções de proteção e mitigação de riscos. O evento que aconteceu no Centro de Convenções do Consórcio Intermunicipal Multifinalitário da Área Mineira da Sudene (Cimams), reuniu representantes do setor de seguros, autoridades e lideranças locais para discutir estratégias voltadas à redução dos impactos econômicos e sociais causados por desastres e outras situações adversas.

De acordo com o presidente do Sindicato dos Corretores e Empresas Corretoras de Seguros de Minas Gerais (Sincor-MG), Gustavo Bentes, o projeto foi criado com o objetivo de ouvir as necessidades específicas de cada cidade antes da construção de soluções para o setor.
“Não adianta o mercado de seguros se apresentar como solucionador de problemas ou amenizador de catástrofes sem conhecer a realidade local. Cada região possui desafios próprios, ligados à sua população, à atividade econômica e às características do território. Por isso estamos percorrendo o estado para ouvir as pessoas e construir soluções duradouras”, afirmou.
Segundo Bentes, Montes Claros tem papel estratégico para Minas Gerais e, por isso, integra a programação da jornada. “Montes Claros é um pilar fundamental para Minas Gerais, tanto pela relevância econômica quanto social. Estamos aqui para compreender melhor os desafios da região. Nada substitui ouvir a população e as autoridades locais para construir soluções adequadas à realidade do município”, destacou.
O presidente do Sincor-MG explicou que a proposta também fortalece a atuação dos corretores de seguros, que passam a ser protagonistas na oferta de soluções desenvolvidas a partir das demandas identificadas durante os encontros realizados pelo estado.
Durante o evento, Gustavo Bentes também buscou desmistificar a ideia de que o seguro é um produto inacessível para a população. Ele citou exemplos de coberturas voltadas para situações de desastres naturais, incluindo assistência funeral, cobertura por morte acidental e serviços de telemedicina.
“É importante romper com o conceito de que seguro é caro. Existem soluções que podem custar a partir de R$ 15 por família e gerar impactos extremamente positivos em momentos de crise”, explicou.
Bentes defendeu ainda que o seguro seja visto como investimento e não como despesa. Como exemplo, citou o agronegócio mineiro, que ainda possui baixa cobertura securitária. Segundo ele, eventos climáticos extremos podem provocar prejuízos que afetam produtores, consumidores e o próprio poder público.
“Quando existe planejamento e proteção adequada, os impactos de uma tragédia são menores. O seguro não elimina os problemas, mas ajuda a estabilizar os efeitos econômicos e sociais”, ressaltou.
Também presente no evento, o corretor de seguros Edgard Santos destacou que o mercado oferece diversas modalidades de proteção para pessoas e empresas, especialmente nos segmentos de automóveis, empresarial, garantia e residencial.
“Temos um leque muito amplo de oportunidades para proteger o patrimônio das pessoas”, afirmou.
Apesar disso, ele acredita que a procura por seguros na região ainda pode crescer. Para o corretor, um dos principais desafios é ampliar a cultura da prevenção e conscientizar a população sobre a importância da proteção financeira.
“Existe procura, mas ainda é pequena. Iniciativas como o Cidades Protegidas ajudam a divulgar a relevância do seguro e o papel do corretor como aliado das pessoas. Nosso trabalho é proteger os clientes dos imprevistos que podem acontecer a qualquer momento”, destacou.
Edgar enfatizou que o seguro proporciona tranquilidade diante de situações inesperadas. “Vale a pena ter seguro porque ninguém sabe o que pode acontecer amanhã. O objetivo é resguardar as pessoas dos imprevistos da vida”, completou.

A superintendente regional do Sindicato das Seguradoras MG/GO/MT/DF, Cláudia Perdigão, ressaltou que a jornada está alinhada ao trabalho desenvolvido pela entidade para ampliar o conhecimento da população sobre proteção e segurança.
“Esta jornada é uma proposta muito interessante e tem total vínculo com a atuação do Sindicato das Seguradoras. Nosso principal objetivo é a disseminação da cultura do seguro. Nada mais importante do que apoiar uma iniciativa que amplia essa conversa com a sociedade”, afirmou.
Para Cláudia, mais do que incentivar a contratação de seguros, é necessário ampliar o acesso à informação para que as pessoas compreendam a importância da proteção.
“É muito importante que as pessoas tenham consciência da importância de se proteger. A partir desse entendimento, elas passam a conhecer as diferentes formas de proteção disponíveis. O nosso trabalho é, principalmente, levar informação para que a população compreenda melhor essa relevância”, concluiu.
A Jornada Cidades Protegidas integra uma série de encontros realizados em municípios mineiros com o objetivo de identificar desafios locais, estimular a prevenção e fortalecer a cultura da proteção. A iniciativa reúne representantes do mercado segurador, autoridades e lideranças regionais para debater soluções capazes de reduzir impactos econômicos e sociais provocados por acidentes, desastres naturais e outras situações de risco.