Foto: Copasa / Divulgação
O Governo de Minas Gerais concluiu nesta terça-feira (16) o processo de desestatização da Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa). A operação foi oficializada durante cerimônia realizada na Bolsa de Valores B3, em São Paulo, e movimentou R$ 8,38 bilhões.
Com a venda de ações correspondentes a 45% do capital social da companhia, o Grupo Equatorial passou a deter 30% da participação total da Copasa, tornando-se o principal acionista da empresa. O negócio envolveu R$ 5,59 bilhões. Outros 15% das ações foram adquiridos por investidores institucionais e de varejo.
Mesmo com a mudança de controle, o Estado de Minas Gerais manteve participação de 5% e preservou uma ação especial, conhecida como golden share, que garante poder de veto em decisões estratégicas da companhia. Também foi firmado um acordo de acionistas entre o governo estadual e o Grupo Equatorial para acompanhamento da gestão e da governança corporativa.
Segundo o governador Mateus Simões, a operação tem como principal objetivo ampliar a capacidade de investimentos da empresa e acelerar a universalização dos serviços de abastecimento de água e esgotamento sanitário nos mais de 600 municípios atendidos pela Copasa.
O governo estadual destacou ainda que a desestatização não altera a prestação dos serviços à população nem a política tarifária. As tarifas continuarão sendo reguladas pela Agência Reguladora de Serviços de Abastecimento de Água e de Esgotamento Sanitário de Minas Gerais (Arsae-MG), mantendo os mecanismos de fiscalização e controle já existentes.
A desestatização foi estruturada ao longo dos últimos meses, com estudos técnicos, modelagem financeira e adequações regulatórias alinhadas ao Novo Marco Legal do Saneamento, que estabelece a meta de universalização dos serviços de água e esgoto no país até 2033.
Para a presidente da Copasa, Marília Melo, a nova fase representa uma oportunidade de fortalecer a gestão da companhia e ampliar sua capacidade de investimentos. Já a secretária de Estado de Desenvolvimento Econômico, Mila Corrêa da Costa, afirmou que a operação deverá contribuir para a melhoria da qualidade de vida da população mineira por meio da expansão dos serviços de saneamento básico.
