Foto: Manoel Marques/Imprensa MG
A Universidade Estadual de Montes Claros lança, nos formatos impresso e e-book, o “Atlas das Comunidades Quilombolas do Semiárido Mineiro”, da Editora Unimontes. Organizado pelo Núcleo de Estudos e Pesquisas Regionais e Agrários (NEPRA), vinculado ao Departamento de Geociências e Programa de Pós-Graduação em Geografia (PPGeo), e com apoio do Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Social (PPGDS), o livro chegará ao público na próxima segunda-feira (25/05), às 19h, no auditório do Centro de Ciências Biológicas e da Saúde (CCBS), que funciona no Prédio 6 do campus sede.
O Atlas é dividido em três partes: 1- Atlas das Comunidades Quilombolas do Semiárido Mineiro, com 124 mapas; 2- Leituras territoriais e as Comunidades Quilombolas, com 18 capítulos e 60 autores, que se dividem entre lideranças quilombolas, graduandos, pós-graduando e egressos da Unimontes e de outras instituições; e 3- Entrevistas – quatro entrevistas a partir de cinco comunidades quilombolas. Trata-se, na verdade, de ampla construção feita de 2024 a 2025, que culminou agora na obra de 285 páginas. Um dos maiores estudos sobre o Semiárido Mineiro e as Comunidades Quilombolas.
Coletivo
A coleção cartográfica, enfatizam os organizadores, “materializa um caminhar coletivo com os movimentos sociais e comunidades Quilombolas na defesa e reconhecimentos de territórios tradicionais, de luta, trabalho e vida”. Eles destacam que o semiárido mineiro possui 217 municípios e 2.556 territórios Quilombolas certificados pela Fundação Palmares em 2024, além de outros ainda em processo de reconhecimento. Para a docente da UESB, a obra reafirma que os territórios transcendem os mapas e alcançam a condição de “representações que sintetizam, agregam, simbolizam, distribuem, quantificam e qualificam muitos processos, histórias, disputas e fazeres de uma Geografia comprometida em desvela” conflitos e alternativas territoriais.
A professora Fernanda Viana de Alcântara, que atua na Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB), que fez o prefácio, aponta que a obra contribui para “o conhecimento e a compreensão de nossas histórias de vida”, além de preencher lacuna sobre visibilidade, reconhecimento e respeito à vida que brotou nessas comunidades.