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A professora Bianka Acsa Rosa da Fonseca, de 36 anos, morreu neste domingo (3), após não resistir às graves queimaduras sofridas pois teve cerca de 80% do corpo queimado após um ataque ocorrido em Curvelo, na região Central do Estado. Mulher trans, Bianka teve cerca de 80% do corpo atingido pelo fogo e estava em tratamento em Belo Horizonte.
A morte foi confirmada pela Escola Estadual Interventor Alcides Lins, onde ela trabalhava. Em nota, a instituição lamentou a perda e destacou a trajetória da docente. “Sua luta diária, marcada por coragem e determinação, deixa um legado de inspiração em nossa escola. Nos solidarizamos com familiares e amigos neste momento de dor”, afirmou.
De acordo com a Polícia Civil, o crime ocorreu quando um homem de 25 anos tentou atacar o ex-companheiro, um jovem de 18 anos, atual parceiro de Bianka. Movido por ciúmes, o suspeito utilizou uma substância inflamável e ateou fogo no imóvel onde as vítimas estavam. Bianka acabou sendo atingida pelas chamas, embora não fosse o alvo da ação.
O jovem não sofreu ferimentos, apesar de estar na casa no momento do ataque. Segundo o delegado Rodrigo Vieira Antunes, o suspeito já havia feito ameaças anteriores ao ex-companheiro. “Isso evidencia a escalada de violência que culminou no crime”, afirmou.
Após o ataque, o homem fugiu, mas foi localizado e preso três dias depois, após a Justiça autorizar a prisão preventiva. A Polícia Civil destacou a gravidade do caso, ressaltando o uso de fogo contra a vítima, e informou que as investigações continuam para o completo esclarecimento dos fatos.