Imagem: Escola SESI Araçuaí / Rhao Junqueira
A Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (FIEMG) deu mais um passo na expansão da educação e da qualificação profissional no Vale do Jequitinhonha com duas iniciativas estratégicas realizadas nesta semana. Em Araçuaí, foi inaugurada a Escola SESI; em Salinas, ocorreu o lançamento da pedra fundamental de uma nova unidade do SENAI.
Em Araçuaí, a Escola SESI iniciou as atividades com investimento de aproximadamente R$ 20,2 milhões. A unidade atende estudantes do Ensino Fundamental II e do Ensino Médio, com integração ao SENAI para formação técnica. A estrutura possui capacidade para 520 alunos e conta com salas modernas, laboratório de ciências, robótica, espaço maker, estúdio, biblioteca e quadra coberta.
Durante a inauguração, o presidente da FIEMG, Flávio Roscoe, destacou o impacto da educação na transformação social. “Das 300 mil vagas que temos hoje no SESI, 120 mil são com bolsa integral. Antes nós tínhamos somente 60 mil alunos no total, alguns com bolsa e outros não. Isso é prova que gestão dá certo. Gestão dá resultado. Agora o desenvolvimento do ser humano é a verdadeira transformação. Esses meninos vão sair dessa escola e vão mudar o mundo. Eles vão partir daqui com as suas raízes preservadas”.
A unidade está inserida em um território estratégico para o país. Araçuaí integra o principal polo de exploração de lítio do Brasil, mineral essencial para baterias e tecnologias ligadas à transição energética, ao mesmo tempo em que preserva forte identidade cultural do Vale do Jequitinhonha.
Já em Salinas, a FIEMG realizou o lançamento da pedra fundamental de uma nova unidade do SENAI, com investimento estimado em R$ 38 milhões. O projeto prevê a implantação de uma estrutura com cerca de 7 mil metros quadrados, voltada à formação profissional e ao atendimento das demandas da indústria regional.

A unidade terá foco em setores como a indústria têxtil e o setor mineral e contará com um modelo inovador de integração com o setor produtivo. Durante o evento, Roscoe destacou a proposta diferenciada do projeto. “Nesse projeto vai ter um condomínio industrial anexo, que parte das instalações da unidade serão moduladas e atenderão as indústrias em parte da capacidade produtiva. Por exemplo: vai ter um corte a laser de última geração que vai servir para todas as empresas e não somente para a unidade em treinamento. É um projeto completamente diferente do modelo industrial existente hoje no Brasil. Ele é insipiente, ele é inovador e ele pressupõe da escala para algumas etapas do setor produtivo, pra setores que têm alguma dificuldade em investir em tecnologia. E, além disso, essa planta será também formação de mão de obra pra região e pras próprias indústrias que farão parte desse condomínio industrial.”
A previsão de conclusão das obras em Salinas é de até 24 meses após a contratação.
As duas iniciativas ampliam o acesso à educação de qualidade e à formação profissional em uma das regiões que mais demandam desenvolvimento econômico em Minas Gerais, conectando jovens, indústria e novas oportunidades.