O vice-prefeito Otávio Rocha , o prefeito Guilherme Guimarães, Gina Marcellini - Vice Presidente/Acionista, Antônio Luiz Ishizaki de Oliveira - Diretor de Engenharia, e Jaeder Morais da Silva - presidente da Hypofarma. Foto: Larissa Durães
A Hypofarma anunciou, nesta quinta-feira (19), durante evento na Prefeitura de Montes Claros, a instalação de uma nova unidade industrial no município, com investimento inicial de R$ 440 milhões. A previsão é que as obras comecem em 2026, com início gradual das operações no segundo semestre de 2027.
Na primeira fase, a estimativa é de cerca de 250 empregos diretos, podendo chegar a 500 em até cinco anos. O empreendimento será construído em um terreno de 90 mil metros quadrados adquirido pela empresa na cidade.
A unidade terá como foco a produção de medicamentos hospitalares e voltados ao setor público, com destaque para fármacos orais utilizados no tratamento de câncer, além de anestésicos, antibióticos e outros insumos destinados a unidades de terapia intensiva.
Durante o anúncio, o presidente da empresa, Jaeder Morais, afirmou que a escolha da cidade faz parte de um planejamento estratégico de longo prazo. “Os investimentos que fazemos hoje são colhidos em três, cinco ou até dez anos. Estamos há cerca de um ano e meio estruturando esse plano, com muita responsabilidade”, disse.
Segundo ele, o aporte inicial representa apenas a primeira etapa de um projeto mais amplo. “Quando olhamos no horizonte, estamos falando de até R$ 1,5 bilhão em investimentos, o que demonstra o nosso compromisso”, destacou.
Morais ressaltou ainda que a empresa pretende aproveitar a queda de patentes de medicamentos, principalmente na área oncológica. “Teremos cerca de 50 patentes caindo nos próximos cinco anos. Isso abre uma oportunidade para a indústria brasileira ampliar o acesso a tratamentos que hoje ainda são restritos”, afirmou.
Ele explicou que a atuação da empresa é voltada majoritariamente ao mercado institucional. “Cerca de 70% das nossas vendas vão para o setor público, com fornecimento para hospitais. Nosso objetivo é ampliar o acesso à saúde”, disse. A farmacêutica também projeta expandir sua atuação internacional, com foco em países da América Latina.
Sobre a mão de obra, o presidente destacou que a empresa já iniciou articulações com instituições locais. “Conversamos com universidades, com a prefeitura e com a FIEMG para entender a disponibilidade de profissionais. O estudo mostrou que a região tem mão de obra qualificada”, afirmou.
De acordo com ele, além do ensino superior, as escolas técnicas terão papel importante. “Precisamos de engenheiros, farmacêuticos, biotecnologistas e também técnicos que atuam diretamente na produção e no desenvolvimento. Isso nos dá segurança de que não teremos dificuldades para formar nosso quadro”, completou.
A vice-presidente da empresa, Gina Marcellini, destacou a receptividade da cidade. “Temos uma longa trajetória no Brasil e queremos fazer de Montes Claros a nossa segunda casa”, afirmou.
Do lado do poder público, o prefeito Guilherme Guimarães ressaltou que o município tem se preparado para receber grandes empreendimentos. “Montes Claros precisa mostrar que é um lugar confiável para investir. Temos trabalhado para oferecer estrutura e segurança aos investidores”, disse.
Segundo ele, a Prefeitura tem investido em mobilidade urbana, abastecimento de água, fornecimento de energia e modernização de leis de incentivo. “Estamos trabalhando para agilizar processos e dar mais segurança para quem quer investir. Sabemos que a burocracia ainda é um desafio, mas temos buscado melhorar isso constantemente”, pontuou.
O prefeito também destacou a importância da qualificação profissional e da atuação conjunta entre instituições. “Nada se constrói sozinho. Esse resultado é fruto de parcerias com entidades, empresas e também com os governos estadual e federal”, afirmou. Ele ainda ressaltou o potencial logístico do município como diferencial para atração de empresas.
O secretário municipal de Aceleração Econômica, Glenn Andrade, afirmou que a gestão tem atuado diretamente para viabilizar o investimento. “A Secretaria funciona como interlocutora, garantindo agilidade nos processos e apoio à empresa”, explicou.
Segundo ele, a instalação da farmacêutica deve gerar impactos além da economia. “Estamos falando de transformação econômica, social e cultural na cidade”, destacou. “Nosso objetivo é que esse investimento traga retorno não só para a empresa, mas também para a população, com geração de renda e melhoria da qualidade de vida”, concluiu.
Já o presidente da FIEMG Regional Norte (Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais), Adauto Márquez, destacou o trabalho conjunto que vem sendo realizado nos últimos anos. “Há quase cinco anos iniciamos as tratativas para mostrar Montes Claros, os potenciais que temos e os diferenciais competitivos. Com muito trabalho e a várias mãos, estamos colocando a cidade como um dos mais importantes polos farmacêuticos do país”, afirmou.
Ele ressaltou que o município já se posiciona entre os que mais recebem investimentos no setor. “Ainda não somos o maior polo farmacêutico do país, mas somos um dos que mais recebem investimentos para os próximos anos. Estamos falando de inovação e tecnologia”, disse.
Segundo Márquez, há também avanços na área de pesquisa. “Iniciamos tratativas com a Santa Casa para desenvolver estudos de fases 2 e 3, ampliando a capacidade de inovação na cidade”, revelou.
Ele ainda destacou a chegada de novos empreendimentos. “Montes Claros terá também uma fábrica de Botox, que já iniciou sua construção, reforçando ainda mais o posicionamento da cidade no cenário nacional”, afirmou.
Ao final, reforçou a importância da união entre os setores. “É um momento importante, construído com a participação do poder público, da iniciativa privada e das instituições. Isso fortalece o desenvolvimento da nossa região”, concluiu.
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Gina Marcellini – Vice Presidente/Acionista
*Larissa Durães