Codevasf leva artesãs dos vales mineiros à 36ª Feira Nacional de Artesanato

Foto: Divulgação

Evento em Belo Horizonte destacou sustentabilidade e ampliou oportunidades para produtoras de cerâmica e crochê

 

O artesanato dos vales do São Francisco, Jequitinhonha e Pardo teve destaque na 36ª Feira Nacional de Artesanato, realizada entre os dias 3 e 7 de dezembro, em Belo Horizonte. A participação das 15 artesãs mineiras foi viabilizada pela Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf), que apoiou a ida das produtoras ao maior evento do gênero na América Latina.

A edição deste ano teve a sustentabilidade como eixo central, reunindo expositoras e expositores de todo o país. Além da venda de peças, o encontro promoveu oficinas, capacitações e articulações para novos negócios, ampliando a visibilidade do artesanato tradicional e incentivando parcerias.

O superintendente regional da Codevasf em Montes Claros, Romeu Souto, destacou a relevância da iniciativa para o desenvolvimento socioeconômico da região. “Estamos cumprindo nossa missão ao apoiar todos os segmentos produtivos, conectando gerações, impulsionando a economia criativa local e valorizando técnicas tradicionais transmitidas por mulheres ao longo do tempo”, afirmou.

Uma das participantes, a engenheira florestal e ceramista Graziele Miranda, de Ferreirópolis (Salinas), conta que começou a trabalhar com cerâmica em 2014 e, hoje, divide a produção artesanal com a atuação como orientadora em oficinas. Para ela, a presença na feira representou um marco. “Significou muito mais do que expor produtos. É valorizar o artesanato brasileiro, fortalecer a cultura local e ampliar oportunidades de crescimento para mulheres artesãs. Eventos como este são essenciais para manter vivo e reconhecido o trabalho manual”, disse.

A artesã Ivone de Oliveira, de Araçuaí, especialista em crochê, também ressaltou o impacto do apoio recebido. Segundo ela, a iniciativa da Codevasf reforça a valorização do potencial criativo da produção regional e incentiva a continuidade do trabalho.

Participando pela primeira vez de um evento nacional, Micaele Raposo, artesã e comerciante de Pintópolis, afirmou ter ampliado repertórios e referências. “Tive a oportunidade de conhecer diversos tipos de artesanato de várias partes do país. Isso ampliou minha visão e trouxe novas ideias para aprimorar o meu trabalho”, destacou.

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