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Concessão prevê investimentos históricos em infraestrutura e logística no Norte de Minas; leilão em São Paulo definirá empresa com menor tarifa de pedágio

 

 

A Associação dos Municípios da Área Mineira da Sudene (AMAMS) está liderando uma comitiva de entidades de classe e lideranças regionais para acompanhar, no próximo dia 31 de março, o leilão do Lote Rodoviário 1 (BR-116/251/MG). O certame, que será realizado na Bolsa de Valores de São Paulo (B3), marca um investimento previsto de R$ 12 bilhões ao longo de 30 anos de concessão.

 

Para a AMAMS, o projeto é uma conquista estratégica que visa modernizar rodovias vitais para o escoamento da produção nacional, mas que atualmente são conhecidas pelos altos índices de acidentes fatais. “A participação das entidades é fundamental para demonstrarmos a união do Norte de Minas em torno deste projeto, que mudará o patamar logístico de nossa região”, afirma o presidente da associação, Ronaldo Mota Dias.

 

O Projeto e Melhorias

O contrato abrange 734,90 km de rodovias e será vencido pela concessionária que oferecer o maior desconto na tarifa de pedágio, critério que garante competitividade e benefício direto ao usuário. Entre as principais intervenções previstas no edital estão:

 

• 154,4 km de duplicação de faixas;
• 186,9 km de faixas adicionais;
• 16,87 km de novos contornos (incluindo o de Teófilo Otoni);
• Implantação de 23 passarelas, 83 passagens de fauna e 29 paradas de ônibus.

 

Vitória Política e Revisão do Trecho

A atuação da AMAMS foi decisiva para ampliar os benefícios em Montes Claros. Inicialmente, o projeto previa a duplicação de apenas 24 quilômetros entre a cidade e o trevo da BR-122. Após articulação junto ao Governo Federal, o trecho de ampliação foi estendido para 42 quilômetros, garantindo maior fluidez no tráfego regional.

 

Desenvolvimento Regional

O Lote 1 atravessa 13 municípios estratégicos, como Governador Valadares, Teófilo Otoni, Salinas e Montes Claros. Estruturado pelo BNDES e qualificado pelo Programa de Parcerias de Investimentos (PPI), o projeto passou por rigorosas etapas de viabilidade técnica e audiências públicas, assegurando a transparência necessária para a execução do contrato.

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