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Legenda: Parlamentares junto do governador de Minas Gerais, Romeu Zema - Foto: Lu Chagas

Liderada pelo deputado Arlen Santiago, mobilização nacional busca dar fim ao congelamento de valores que sufoca hospitais e Santas Casas

 

 

BELO HORIZONTE – Uma articulação política de peso, reunindo lideranças de oito estados e do Distrito Federal, colocou o subfinanciamento da saúde pública no centro do debate nacional nesta segunda-feira (10). O encontro, realizado na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), resultou na assinatura de um ofício conjunto que será enviado ao Ministério da Saúde e à Presidência da República, exigindo a atualização imediata da Tabela de Procedimentos do SUS.

 

O evento, organizado pelo deputado estadual Arlen Santiago (MG), unificou o discurso de presidentes de comissões de saúde de diversas regiões do país. O grupo aponta que a defasagem dos repasses federais é hoje o maior entrave para a sustentabilidade de hospitais públicos, instituições filantrópicas e Santas Casas.

 

Valores congelados há duas décadas

O principal ponto de revolta dos parlamentares é o abismo entre o custo real dos serviços e o que é pago pelo governo federal. Atualmente, a Tabela SUS paga cerca de R$ 10 por uma consulta médica ambulatorial — um valor estabelecido quando o salário mínimo era de apenas R$ 380.

 

Para o deputado Arlen Santiago, a conta não fecha e quem paga o preço é o cidadão. “Não é possível garantir qualidade e sustentabilidade para as unidades de saúde quando os valores estão congelados há tanto tempo. A atualização é fundamental para manter o sistema funcionando e assegurar atendimento digno à população”, alertou o parlamentar mineiro.

 

Impacto direto no atendimento

Durante o debate, os presidentes das comissões relataram que a falta de reajuste gera um efeito cascata em todo o Brasil, resultando em:

  • Aumento das filas para cirurgias eletivas e exames complexos;
  • Dificuldade de retenção de especialistas, que deixam o sistema público por baixa remuneração;
  • Risco de fechamento de serviços essenciais em instituições filantrópicas.
  • Mobilização Nacional

Além do reajuste, o documento assinado solicita a criação de um mecanismo permanente de atualização dos valores, evitando que os repasses fiquem à mercê da inflação por tanto tempo.

 

Participaram da mobilização os deputados Bruno da Costa Resende (ES), Jorge Viana de Souza (DF), Francisco Cláudio Linhares de Sá Filho (RR), Luís Eduardo Schincáglia (RO), Bruna Dias Furlan Vicente (SP), Neodi Saretta (SC) e Lidiane Lucena (SE), além de representantes da Defensoria Pública.

 

A comitiva também cumpriu agenda na Cidade Administrativa, onde apresentou as conclusões ao governador Romeu Zema e ao secretário de Estado de Saúde, Fábio Baccheretti, reforçando que Minas Gerais é protagonista nesse movimento nacional pela recomposição do financiamento da saúde.

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