Contribuintes já devem organizar documentos para o Imposto de Renda 2026, mesmo antes da divulgação oficial do calendário. Foto: Joédson Alves/Agência Brasil
A Receita Federal ainda não divulgou oficialmente as datas de entrega do imposto de renda 2026, que tem como ano-base 2025, mas, de acordo com o calendário dos últimos anos, o prazo deve começar em março e se estender até o fim de maio. Enquanto as regras deste ano não são confirmadas, o informe de rendimentos já precisa ter sido disponibilizado pelas empresas aos trabalhadores.
A orientação é organizar a documentação com antecedência para evitar erros e garantir uma posição nos primeiros lotes de restituição.
Informe de rendimentos já foi entregue
O informe de rendimentos referente ao ano-base 2025 já foi disponibilizado por empresas, bancos e pelo INSS. A data limite para entrega é o último dia útil de fevereiro, e o documento é obrigatório para trabalhadores, aposentados e pensionistas.
O que deve constar no informe?
- Nome completo do contribuinte
- CPF
- Descrição dos rendimentos recebidos
- Valores tributáveis
- Desconto do INSS
- Imposto retido na fonte (quando houver)
A Receita Federal utiliza essas informações para cruzamento de dados. Divergências podem levar o contribuinte à malha fina.
Atenção às novas regras de isenção
Como o informe se refere ao ano-base 2025, não se aplicam a isenção para quem ganha até R$ 5 mil nem o desconto progressivo para salários entre R$ 5.000,01 e R$ 7.350. Isso ocorre porque a lei entrou em vigor apenas em janeiro deste ano, não impactando o período declarado agora.
O que já pode ser organizado?
Mesmo antes da abertura oficial do prazo, o contribuinte pode separar:
- Informes de rendimentos de bancos e corretoras
- Comprovantes de despesas médicas
- Gastos com educação
- Recibos de aluguel
- Documentos de compra e venda de bens