imagem: divulgação

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O Ibama proíbe a criação doméstica de algumas espécies por estarem ameaçadas de extinção e por exigirem cuidados específicos.

 

 

Corujas, araras, papagaios e canários-da-terra estão entre as aves mais visadas pelo comércio ilegal de animais silvestres no país. A combinação entre beleza, canto e capacidade de aprendizado faz com que essas espécies sejam muito procuradas como animais de estimação. Embora exista a possibilidade de compra legal em criadouros autorizados pelo Ibama, grande parte da demanda ainda é suprida pelo tráfico, prática que coloca diversas espécies em risco.

 

O Ibama proíbe a criação doméstica de algumas espécies por estarem ameaçadas de extinção e por exigirem cuidados específicos. Entre elas estão quatro tipos de araras que não podem ser mantidas em cativeiro doméstico:

Arara-azul-grande
Ararinha-azul
Arara-azul-de-lear

Essas aves estão entre as mais raras do mundo e têm populações reduzidas na natureza. Justamente por isso, quanto mais difícil é encontrá-las em ambiente natural, maior é o valor praticado no mercado ilegal, o que agrava ainda mais a ameaça à sobrevivência das espécies.

 

Como ter um animal silvestre de forma legal

A única maneira de possuir um animal silvestre legalizado no Brasil é adquiri-lo em um criadouro autorizado e registrado junto ao Ibama. Animais retirados da natureza ou comprados de forma irregular não podem ser legalizados posteriormente, mesmo que o tutor alegue desconhecimento da lei.

 

Quando alguém possui um animal silvestre de origem ilegal, a orientação é realizar a entrega voluntária às autoridades ambientais. O animal deve ser levado a um Centro de Reabilitação de Animais Silvestres (CRAS) ou a um Centro de Triagem de Animais Silvestres (CETAS). Nesses locais, ele será avaliado e encaminhado para reabilitação, zoológicos ou criadouros devidamente regulamentados.

 

Penalidades previstas em lei

Manter um animal silvestre em casa sem autorização configura crime ambiental. As punições previstas incluem multa e detenção que pode variar de seis meses a um ano. Além do impacto legal, a prática contribui para o desequilíbrio ambiental e para o desaparecimento de espécies ameaçadas.

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