Ciclo de debates na Assembleia pauta o enfrentamento ao feminicídio

Foto: Foto: Alexandre Netto

Evento do “Sempre Vivas” integra as atividades em homenagem ao Dia Internacional da Mulher, celebrado em 8 de março

 

O Brasil registrou, no último ano, cerca de 1.470 casos de feminicídio, o maior número desde a tipificação do crime em 2015, de acordo com o Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2025.

Para se contrapor ao indesejado número, a Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) realiza no próximo dia 12 de março, a partir das 9 horas, no Auditório José Alencar, o Ciclo de Debates “Educar, decidir, efetivar: bases para enfrentar o feminicídio e as violências contra as mulheres e garantir direitos”.

O evento integra a programação do Sempre Vivas 2026, que contará também com a 3ª Feira Mulheres de Minas, a ser realizada na mesma data, no Espaço Democrático José Aparecido de Oliveira (Edjao), entre 9 e 18 horas. Serão comercializados produtos não industrializados, que se enquadrem em uma destas categorias: alimentação, moda e acessórios, artigos artesanais e decorativos.

As inscrições para expor na feira, já abertas e limitadas a 28 vagas, seguem até 24 de fevereiro. Podem se inscrever mulheres, organizadas de forma individual ou coletiva, havendo preferência para situação de vulnerabilidade econômica ou social, conforme os termos do regulamento aprovado pela Comissão Organizadora.

O ciclo de debates comemora, anualmente, o Dia Internacional da Mulher, celebrado em 8 de março. Desde 2019, a ALMG adota a marca “Sempre Vivas” para identificar as atividades realizadas com esse intuíto. A presidenta da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher, deputada Ana Paula Siqueira (Rede), afirma que, nesta edição, o foco dos debates será transformar leis em políticas públicas concretas.

A parlamentar ressalta que “vivemos uma epidemia de feminicídios, o que exige medidas imediatas de proteção às mulheres, mas também ações educativas perenes para enfrentar a cultura machista e patriarcal”.

“É preciso ir à raiz do problema, envolver os homens nessa luta e garantir que as políticas construídas pela Assembleia sejam efetivadas no dia a dia das mulheres mineiras.”

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