Grão Mogol se destaca no Norte de Minas com 2º maior PIB per capita da região

Na foto o festivaljazzgraomogol: Administração vem investindo em eventos de qualidade, como o Festival de Jazz. foto: Pref. Grão Mogol/divulgação

Dados do IBGE apontam crescimento econômico impulsionado pelo turismo e atração de investimentos

 

Grão Mogol, município de 14 mil habitantes no Norte de Minas, vive um momento de forte crescimento econômico. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgados em dezembro e referentes a 2023, mostram que a cidade alcançou um PIB per capita de R$ 58.805,79, o segundo maior da região.

O índice supera em 9,13% a média nacional, que é de R$ 53.886,67, e em 24,27% a média do estado de Minas Gerais, de R$ 47.321,23. Em comparação a 2020, quando o PIB per capita era de R$ 45.562,17, o avanço foi de 29,06%. O desempenho também supera o de Montes Claros, principal polo regional, que registrou R$ 32.170,33.

Para o prefeito Diego Braga Fagundes, os números refletem o planejamento estratégico adotado pela gestão municipal. “Esse resultado é fruto das ações voltadas ao desenvolvimento econômico, atração de investimentos e geração de emprego e renda”, afirmou. Segundo ele, o objetivo é garantir oportunidades, especialmente para a população de menor renda.

Turismo como motor da economia

Um dos principais vetores desse crescimento é o turismo. A cidade tem ganhado visibilidade nacional graças ao patrimônio histórico, ao casario colonial e às paisagens da Cordilheira do Espinhaço. “O aumento do fluxo de visitantes tem gerado mais circulação de dinheiro, empregos e melhoria da qualidade de vida”, destacou o prefeito.

O secretário municipal de Desenvolvimento Econômico e Turismo, Ítalo Mendes, reforça que a cidade passa por uma transformação. “Saímos de uma economia baseada no extrativismo para um novo modelo, com o turismo como principal alavanca. Em três anos, o setor registrou crescimento de 50% nos empregos formais”, explicou.

Com isso, novos empreendimentos chegaram ao município, incluindo investimentos em cafeicultura, fruticultura de clima temperado, vitivinicultura, energias renováveis e economia criativa.

Vinícola impulsiona enoturismo

Um dos símbolos dessa nova fase é a Vinícola Vale do Gongo, a primeira do Norte de Minas. O empreendimento gera cerca de 50 empregos e atrai turistas de todo o país. Em 2025, o enoturismo movimentou aproximadamente R$ 2 milhões na economia local.

Para o empresário Alexandre Damasceno, sócio da vinícola, Grão Mogol se consolidou como destino turístico regional. “A cidade se reinventou e hoje tem hotéis, bares e restaurantes com alta ocupação. Muito disso se deve aos investimentos da prefeitura na preservação do centro histórico e na qualificação dos prestadores de serviço”, avaliou.

Diversificação produtiva

Além do turismo, o município também se destaca no agronegócio, com a instalação da Bem Brasil, maior produtora nacional de batatas pré-fritas congeladas. Grão Mogol também vem se consolidando como nova fronteira da cafeicultura, atraindo produtores de outras regiões, além de investimentos em uva, morango e maçã.

Outro setor em expansão é o de energias renováveis, com empreendimentos solares e eólicos. Entre eles, está a maior usina solar flutuante do Brasil, instalada no lago de Santa Marta, com capacidade para abastecer cerca de 1,25 mil famílias em 21 municípios.

Economia criativa

O artesanato local também ganhou projeção nacional por meio da Associação de Artesãos Grão Detalhe, com peças comercializadas por grandes redes e até exportadas. A prefeitura ainda investe em eventos culturais, como o Festival de Jazz, e no fortalecimento da gastronomia.

Com a diversificação econômica e o fortalecimento do turismo, Grão Mogol consolida-se como um dos principais exemplos de desenvolvimento no Norte de Minas.

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