Instituto Histórico e Geográfico de Montes Claros empossa nova diretoria para o biênio 2026–2027

Novo presidente, Leonardo Alvarez Rodrigues recebe a echarpe de José Francisco Lima de Ornelas. Foto: Larissa Durães

Cerimônia no Centro Cultural Hermes de Paula marca início da gestão presidida por Leonardo Alvarez Rodrigues e reforça compromisso com a preservação da memória regional

 

O Instituto Histórico e Geográfico de Montes Claros (IHGMC) realizou, no dia 3 de janeiro de 2026, a cerimônia de posse da nova diretoria para o biênio 2026–2027. O evento aconteceu no Centro Cultural Hermes de Paula, no Centro da cidade, e marcou oficialmente a transição de responsabilidades da entidade, reafirmando seu papel na preservação, valorização e difusão da história e da cultura de Montes Claros e do Norte de Minas.

A nova gestão será presidida por Leonardo Alvarez Rodrigues, tendo como vice-presidentes Wanderlino Arruda e Dário Teixeira Cotrim. Também tomaram posse os integrantes dos conselhos Consultivo e Fiscal, que atuarão no apoio e na fiscalização das ações desenvolvidas ao longo do novo mandato.

Ao assumir a presidência, Leonardo Alvarez Rodrigues destacou que a gestão terá como prioridades a consolidação do acervo, a ampliação da divulgação institucional e o fortalecimento da participação da sociedade nas atividades do Instituto. Segundo ele, a diretoria pretende definir, nos próximos dias, um planejamento estratégico para orientar as ações pelos próximos dois anos. “As prioridades são a consolidação do nosso acervo, a divulgação e a ampliação da participação da sociedade junto ao Instituto, além de um planejamento estratégico que vamos construir coletivamente”, afirmou.

O presidente ressaltou ainda a importância da integração com outros institutos e lembrou que 2026 marca um momento simbólico para a entidade, que completa 20 anos de atuação. “É um ano extremamente importante para o Instituto, e precisamos intensificar a divulgação desse processo”, disse. Para ele, além de preservar a história, o Instituto deve dialogar com as novas tecnologias. “A gente sempre preserva a história, mas também precisa interagir com as novas tecnologias para estar em sintonia com a atualidade”, completou.

Outro desafio apontado por Rodrigues é a falta de custeio permanente. Segundo ele, o Instituto é mantido basicamente pelos próprios sócios e não conta com recursos regulares de outros organismos. “Uma das grandes prioridades é buscar custeio para ampliar o funcionamento. Hoje conseguimos abrir por cerca de três horas por dia, mas não temos recursos para manter funcionários e ampliar esse atendimento”, explicou. Ele destacou que a maioria dos editais existentes financia apenas atividades-fim, o que dificulta a manutenção da estrutura. “Verba para custeio praticamente não existe, e essa é uma dificuldade que pretendemos enfrentar nos próximos dois anos”, afirmou.

O presidente também ressaltou o papel do IHGMC na valorização da identidade regional, lembrando que a instituição reúne o maior acervo de autores sobre a história do Norte de Minas. Segundo ele, o funcionamento do espaço é garantido, em grande parte, pelo trabalho voluntário dos associados, incluindo a presença constante de pesquisadores e historiadores. “É um ambiente de cultura pulsante. Ninguém passa pelo Instituto sem sair com um pouco mais de informação”, disse, ao convidar a população a conhecer a sede, que também é um prédio histórico localizado no Corredor Cultural da cidade.

O segundo vice-presidente, Dário Teixeira Cotrim, destacou que a atuação da nova diretoria será pautada pelo compromisso coletivo com o Instituto. Para ele, não há uma divisão rígida de funções, mas uma responsabilidade compartilhada entre todos. “Todos que fazem parte da diretoria têm um compromisso com o Instituto Histórico. O vice-presidente vai fazer o que for preciso, o que for necessário”, afirmou. Cotrim também ressaltou a importância da aproximação com a comunidade e com as instituições de ensino, especialmente com os jovens, por meio de ações educativas e do fortalecimento das comissões internas. “Nós já temos participado de atividades em escolas, mas precisamos fazer mais. Resgatar, preservar e divulgar a história é fundamental”, destacou.

Durante a solenidade, a secretária municipal de Cultura, Júnia Velloso Rebello, enfatizou a relevância do Instituto Histórico e Geográfico para o fortalecimento do cenário cultural de Montes Claros e ressaltou o papel das pessoas na construção da identidade local. “Uma boa cidade se faz de pessoas comprometidas em preservar sua história e em caminhar juntas por meio da cultura”, afirmou. Para ela, embora as instituições sejam fundamentais, são as pessoas que lhes dão vida e identidade. “As instituições são feitas pelas pessoas que carregam suas bandeiras e assumem suas responsabilidades”, ressaltou.

Ao comentar a posse da nova diretoria, a secretária destacou a importância dos integrantes para a cultura local e estendeu os cumprimentos aos novos sócios, que chegam para fortalecer a caminhada do Instituto. Segundo ela, a entidade cumpre um papel essencial ao preservar a memória, produzir conhecimento e manter viva a história da cidade e da região. “Os desafios são diários, mas a coragem e o amor movem grandes causas”, concluiu, ao desejar sucesso à nova gestão e reafirmar o apoio institucional.

Durante a cerimônia de posse da nova diretoria, outros quatro integrantes também foram empossados como membros do Instituto.

Com a nova composição, o Instituto Histórico e Geográfico de Montes Claros reafirma seu papel como referência na pesquisa histórica e geográfica do Norte de Minas, mantendo o foco na salvaguarda do patrimônio histórico e no fortalecimento das ações culturais e educativas.

 

Galeria

Os quatro associados diplomados ontem são João Geraldo Ferreira Santos, João Alves do Carmo, Carlos Leonardo Figueiredo Gomes e Abmael Duarte. Foto: Larissa Durães

O 2º Vice-presidente, Dário Teixeira Cotrim, com o Presidente, Leonardo Alvarez Rodrigues e o 1º Vice-presidente, Wanderlino Arruda. Fotos: Larissa Durães

 

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