Foto: Larissa Durães
O mercado de trabalho formal de Montes Claros encerrou novembro de 2025 com saldo positivo de 266 postos de trabalho, resultado de 4.112 admissões e 3.846 desligamentos, conforme dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). O desempenho representa uma recuperação em relação a outubro, quando o saldo foi praticamente estável, e confirma a retomada do padrão positivo característico do penúltimo mês do ano.
No comparativo regional, o município apresentou resultado mais favorável do que Minas Gerais, que registrou saldo negativo no mesmo período, com retrações na agropecuária, na indústria e na construção civil. Segundo o professor do mestrado em Desenvolvimento Econômico Roney Sindeaux, coordenador do Observatório do Trabalho do Norte de Minas da Unimontes, o desempenho local se posiciona entre o cenário estadual e o nacional. “Enquanto Minas Gerais teve retração, Montes Claros conseguiu manter resultado positivo, ficando entre o recuo do estado e o crescimento observado no Brasil”, afirmou. Em âmbito nacional, o saldo foi positivo, impulsionado principalmente pelos setores de comércio e serviços.
A geração líquida de empregos no município concentrou-se no comércio, que criou 135 vagas, seguido pelos serviços, com 113 postos, e pela indústria, que registrou saldo de 49 empregos. De acordo com Sindeaux, o comércio manteve o comportamento sazonal típico do fim de ano. “As contratações para o período natalino seguem sustentando o saldo positivo do setor”, explicou. Nos serviços, o teleatendimento voltou a ter papel relevante na sustentação do resultado. “Apesar da elevada rotatividade, o segmento apresentou mais admissões do que desligamentos”, destacou. Já a indústria teve crescimento moderado, com destaque para a indústria de transformação, especialmente nos ramos farmacêutico e de fabricação de calçados e artefatos de couro.
Em sentido oposto, a construção civil apresentou saldo negativo de 25 vagas, mantendo a tendência de retração observada ao longo do segundo semestre. A agropecuária também fechou o mês no vermelho, com menos seis postos de trabalho. “Esses resultados são compatíveis com a sazonalidade e com o arrefecimento do ritmo de atividades nesses setores”, avaliou o coordenador do observatório.
O perfil das contratações indica maior participação de mulheres e jovens com ensino médio, sobretudo na faixa etária de 18 a 24 anos, padrão recorrente nos setores que mais contrataram em novembro. Na comparação histórica, o saldo registrado em 2025 ficou em patamar semelhante ao do ano anterior, embora abaixo do observado em 2023. “Os dados confirmam a manutenção de um desempenho positivo, porém em nível mais moderado”, concluiu Sindeaux.
A movimentação favorável também se reflete em histórias individuais, como a de Maria Eduarda Alves, de 22 anos, moradora de Montes Claros, que conquistou em novembro o primeiro emprego formal no comércio local. Recém-formada no ensino médio, ela foi contratada para atuar no atendimento em uma loja do Centro da cidade, impulsionada pela demanda do período de fim de ano. “Eu estava procurando uma oportunidade há alguns meses e a contratação agora no fim do ano trouxe mais segurança e esperança de continuar empregada em 2026”, relatou.
Taxa de desemprego cai no Brasil para 5,2% em novembro de 2025, a menor desde 2012
A taxa oficial de desemprego do Brasil medida pelo IBGE em novembro de 2025 ficou em 5,2%, a menor da série histórica desde 2012. O senador Humberto Costa, do PT de Pernambuco, afirma que o índice reflete o êxito da política econômica do governo Lula.
(senador Humberto Costa) “A menor taxa histórica de desemprego, resultado de uma política econômica exitosa que promoveu crescimento econômico acima de qualquer acima de qualquer previsão do mercado de economistas, da oposição”.
Mas o senador Flávio Bolsonaro, do PL do Rio de Janeiro, ressalta que os números escondem uma grande parcela de informalidade no país.
(senador Flávio Bolsonaro) “Hoje há um recorde de pessoas recebendo bolsa família, de pessoas na informalidade trabalhando sem carteira de trabalho assinada, portanto não procuram empregos. Aí parece que a taxa de emprego está maravilha no Brasil, mas a formal não está”.
De acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios, 103,2 milhões de brasileiros estão empregados, um nível de ocupação de 59%.
*Fonte: Rádio Senado, Rodrigo Resende.