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Três episódios de revelações, descobertas, amores e ranços

 

 

No dia 25/12, a Netflix lança a segundo volume da quinta temporada de Stranger Things. Enquanto muitos acreditavam que Will seria apenas uma pedra no sapato, protegido pela mãe, ele mostra que ainda consegue surpreender ao controlar os Demogorgons e salvar seus amigos da morte iminente.

 

Como é de conhecimento geral, o primeiro volume serviu mais como introdução da temporada, mostrando “em que pé” Hawkins estava. Agora, neste segundo volume, recebemos uma verdadeira avalanche de informações necessárias para compreender os perigos que essa turma está enfrentando: Camazotz faz parte de uma memória compartilhada por Vecna com as crianças sequestradas, e seu “covil” está situado no Abismo (nome dado por Dustin). O Hawkins do Mundo Invertido, na verdade, encontra-se dentro de um buraco de minhoca que conecta a cidade real ao Abismo, plano que Vecna está tramando. Essas descobertas foram feitas após Dustin encontrar um caderno de anotações em uma das salas da base que deu origem ao 1 (Vecna, Henry, Senhor Fulano), à 08 e à 11, além das informações trazidas por Max depois de fugir de Camazotz com Holly.

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E por falar em Holly mais Max, elas protagonizam momentos intensos, revelando instantes do passado de Henry ainda criança. Durante a exploração, ao entrarem nas memórias de Holly em busca de uma saída daquele lugar, elas descobrem uma mina abandonada enterrada no deserto (detalhe: essa descoberta aconteceu porque Holly insistiu em explorar além da caverna). Ali, acabam participando de uma memória em que Henry, criança, encontra um homem ferido segurando uma maleta. Após quase ser atingido por uma bala, Henry pula sobre o homem e o mata com várias facadas. A cena corta pouco antes de a maleta ser totalmente aberta, deixando claro que aquela caverna guarda memórias perturbadoras do nosso vilão. O que será que há ali dentro? Espero que essa revelação venha no último episódio. A partir dessa memória, inclusive, as meninas encontraram o caminho para fora de Camazotz; mas, infelizmente, ambas não tiveram o mesmo destino.

 

Essa segundo volume também trouxe momentos que nos fizeram sentir um verdadeiro mix de emoções. Houve cenas fofas, como o término entre Nancy e Jonathan logo após quase morrerem em uma sala derretida (não perceberam que aquela cena foi claramente um término?), a conversa entre Holly e Max momentos antes de ambas correrem para seus portais (foi unânime a ansiedade de todos assistindo e gritando para elas correrem, rsrs), e a revelação da homossexualidade de Will para seus amigos. Mas também houve momento de ranço, especialmente quando a irmã de Onze (a Oito) abria a boca para anunciar que alguma catástrofe estava acontecendo ou iria acontecer. Ok, ela pode estar falando a verdade e sendo realista, mas falar em toda oportunidade possível em que a câmera foca nela é demais, não?

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Senti que esse segundo volume foi mais apressado que o primeiro, o que refletiu diretamente na atuação dos artistas e no entrosamento dos personagens, transmitindo uma impressão de menor conexão. Pretendo desenvolver melhor minha crítica na resenha do terceiro e último volume da quinta temporada. A história está caminhando para seu final épico — será que será tão grandioso e coerente com tudo o que a série vem construindo desde a primeira temporada?

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