Foto: Divulgação/ Sistema Faemg Senar
O Sistema Faemg Senar encerra 2025 com resultados expressivos no Norte de Minas, consolidando-se como um importante agente de desenvolvimento do agronegócio regional. Ao longo do ano, mais de 12 mil produtores rurais foram capacitados em 73 municípios por meio de cursos, treinamentos e projetos voltados à qualificação profissional, à gestão no campo e ao fortalecimento social.
Entre as capacitações mais procuradas destacam-se os cursos de operador de drones e de trabalhador agrícola, ambos com 102 turmas realizadas. Também houve destaque para cursos especiais que agregam valor à produção, como defumador de carnes e pescados e a produção de medicamentos e cosméticos à base de mel, fortalecendo a apicultura regional.
Outro eixo central da atuação é o Programa de Assistência Técnica e Gerencial (ATeG), desenvolvido em parceria com os sindicatos rurais. Atualmente, a Regional Montes Claros mantém 61 grupos em andamento, atendendo cadeias produtivas estratégicas como bovinocultura, apicultura, cafeicultura, fruticultura, olericultura, piscicultura e agroindústria. Desde 2019, mais de 4.300 propriedades rurais já foram beneficiadas pelo programa.
Além da capacitação técnica, o Sistema Faemg Senar também promoveu ações de saúde e cidadania. Em parceria com o Hospital do Amor, o Programa Saúde Itinerante realizou mais de 800 exames gratuitos para prevenção do câncer em municípios do Norte de Minas. Ao longo do ano, também foram desenvolvidas campanhas de saúde bucal e higiene pessoal.
O fortalecimento dos sindicatos rurais integrou as prioridades da entidade em 2025. Por meio do Programa de Assistência Gerencial aos Sindicatos Rurais (AGSPR), nove sindicatos da região receberam apoio para melhoria da gestão e do atendimento aos produtores, reforçando a base institucional do setor agropecuário no Norte de Minas.
Uso de drones impulsiona capacitação rural e transforma a produção no Norte de Minas
A forte demanda por capacitação em drones foi determinante para a oferta de cursos em 2025. Segundo Raphael Versiani, instrutor do Senar especializado na área, o curso de operador de drones em operações básicas tornou-se o mais realizado em todo o estado. “O curso de drone ficou em primeiro lugar em 2025, com 1124 cursos de drones Operações básicas no estado, um crescimento de 8,07% em relação a 2024. Em 2023 ele estava em oitavo lugar, passou para segundo em 2024 e agora alcançou o topo com 8218 participantes do curso de drone no estado”, afirmou.
De acordo com ele, a tecnologia tem transformado a rotina no campo ao permitir monitoramento preciso das lavouras, identificação de falhas de plantio, pragas e focos de incêndio, além da aplicação localizada de insumos. “O drone fortalece a tomada de decisão do produtor. Ele permite monitorar a lavoura com precisão, aplicar o produto somente onde há necessidade e, assim, produzir mais gastando menos”, explicou. Raphael destaca ainda que a redução no uso de insumos, água e combustível impacta diretamente os custos. “O consumo é um dos maiores gastos do produtor rural. O drone se torna uma ferramenta estratégica para reduzir custos e aumentar a produtividade.”
Ele ressalta que os treinamentos começam com drones menores, focados na operação básica e no entendimento das normas da Anac, e avançam para cursos com drones agrícolas de maior porte. “Primeiro se faz o mapeamento da área e depois a aplicação só onde precisa. Isso reduz o uso de produtos químicos, diminui o tráfego de tratores, evita a compactação do solo e reduz o consumo de combustível”, disse. Apesar do investimento inicial, Raphael avalia que o custo-benefício compensa. “Um drone custa menos do que um trator e também tem menos despesas com manutenção.”

Entre os participantes, a tecnologia tem atraído especialmente os jovens. O estudante de agronomia Pedro Ivo Castro é um exemplo. Ele realizou o curso de operações básicas entre fevereiro e março e vê no drone um caminho para o futuro da agricultura. “O drone já consolidou o espaço dele na minha vida. Como estudante de agronomia, eu sempre tenho que olhar para frente, para as novas tecnologias”, afirmou.
Pedro destaca que o curso vai além da prática de voo. “A gente aprende toda a parte da legislação, do ambiente aéreo, como começar a trabalhar, captar imagens e já atuar com o drone. Não é só voar, é entender todo o contexto”, disse. Para ele, a divisão do curso em etapas garante um aprendizado mais profundo e responsável, especialmente na futura aplicação de defensivos e sementes. “Tem que aplicar na hora certa, na quantidade certa e observando o clima. Se estiver ventando, pode causar danos em propriedades vizinhas.”
Na avaliação do estudante, o uso de drones contribui diretamente para a sustentabilidade e a renda no campo. “Com imagens aéreas e análise técnica, a gente economiza nas aplicações, produz de forma mais sustentável e isso reflete diretamente no bolso do produtor”, afirmou. Ele também acredita que um profissional capacitado pode beneficiar toda a comunidade rural. “Quando o drone chega, toda a região sente os efeitos positivos.”
Vindo de uma família de agricultores, Pedro vê na tecnologia um incentivo para a sucessão familiar. “Estou estudando para voltar para a zona rural, mas não naquela vida pesada de antes. A tecnologia chegou para ajudar, dar mais ânimo e melhorar a qualidade de vida”, disse. Para ele, a agricultura moderna abre novas possibilidades. “Uma fazenda sustentável consegue gerar renda de várias formas. Eu não me vejo longe da roça no futuro. Quero produzir alimentos de qualidade e viver disso.”
Com foco em capacitação, assistência técnica e fortalecimento institucional, o Sistema Faemg Senar encerra 2025 reafirmando seu papel estratégico no desenvolvimento do agronegócio e na transformação da realidade rural no Norte de Minas.