Foto: Divulgação/ polícia civil
Casal foi morto por agressões e teve os corpos incendiados; ação cumpriu 12 mandados de busca e apreensão e apreendeu armas, munições e dinheiro

 

A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) deflagrou, na quinta-feira (18), a Operação Nero no âmbito das investigações de um duplo homicídio ocorrido no início de outubro, no bairro Residencial Montes Claros, no Norte de Minas. Durante a ação, foram cumpridos 12 mandados de busca e apreensão, resultando na prisão em flagrante de um homem de 34 anos por posse irregular de arma de fogo e munições.

O crime teve como vítimas um casal, que foi morto após sofrer agressões violentas. Em seguida, os corpos foram incendiados em uma tentativa de ocultação. No decorrer da operação, os policiais civis apreenderam dinheiro, aparelhos celulares, munições e um revólver calibre 38.

As investigações seguem em andamento e têm como foco a coleta de provas para esclarecer a dinâmica e a autoria do crime. De acordo com a Polícia Civil, as linhas investigativas apontam que os alvos da operação possuem vínculo com o tráfico de drogas.

Relembre o caso

Os corpos de um homem e de uma mulher foram encontrados em chamas em uma área de mata do Residencial Montes Claros, durante a madrugada, após moradores da região relatarem gritos de socorro. O Corpo de Bombeiros foi acionado para combater o incêndio, enquanto a perícia da Polícia Civil localizou um pedaço de madeira com vestígios de sangue, possivelmente utilizado nas agressões.

As vítimas foram identificadas por familiares por meio de tatuagens. O laudo de necropsia apontou traumatismo cranioencefálico como causa das mortes, confirmando que as agressões ocorreram antes de os corpos serem incendiados.

Operação Nero

A operação resultou na apreensão de 13 aparelhos celulares, R$ 6.480 em dinheiro, um revólver calibre 38, 50 munições calibre 9 mm, seis munições calibre .38 e uma munição calibre .40. O suspeito preso e todo o material recolhido foram encaminhados à Delegacia de Plantão de Montes Claros.

O nome da operação faz referência ao imperador romano Nero, historicamente associado a incêndios, em alusão à tentativa de destruição das provas por meio do fogo. Ao todo, 45 policiais civis participaram da ação, com o apoio de 16 viaturas. As investigações continuam.

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