PPGCS impulsiona processo de internacionalização da Unimontes com pós-graduandos no exterior

Foto: Unimontes / Divulgação

Estiveram presentes cerca de 250 pessoas entre representantes de instituições de ensino superior membros da RACS, graduandos e pós-graduandos, profissionais de saúde e pesquisadores (investigadores) nas Ciências da Saúde.

 

 

O Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde (PPGCS) da Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes) mantém pós-graduandos no exterior: duas doutorandas em Portugal e um doutorando na Espanha. A iniciativa faz parte do processo de internacionalização da universidade.

A professora Cristina Sampaio, que integra o Departamento de Saúde Mental e Saúde Coletiva e o PPGCS, na Unimontes, e a Câmara Especial de Avaliação de Projetos de Políticas Públicas da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig), destaca a atuação de discentes e docentes em centros de excelência fora do país, além de premiações em eventos internacionais no âmbito do PPGCS, que “consolida sua posição como um dos principais motores da internacionalização da Unimontes”.

Ela pontua que o PPGCS amplia significativamente sua presença no cenário internacional, “a partir de ações estruturadas e resultados expressivos em mobilidade acadêmica, cooperação científica e divulgação de pesquisas”.

Atualmente, o PPGCS possui três discentes no Programa de Doutorado Sanduíche no Exterior (PDSE), com apoio das principais agências de fomento do país: Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig). Inseridos em universidades e centros de pesquisa reconhecidos mundialmente, “esses estudantes desenvolvem parte de suas investigações em ambientes internacionais, ampliando redes de colaboração e trazendo novas perspectivas metodológicas e científicas para o programa”, enfatiza Cristina Sampaio.

A professora, no entanto, aponta que, “além da mobilidade discente, o corpo docente também vivencia um momento de intensa inserção global”. Caso do professor que orienta alunos colombianos que realizam suas pesquisas no Brasil; de duas professoras que fazem estágio pós-doutoral na Espanha; e de outros três professores que apresentaram trabalhos em congressos na Argentina, Portugal e Itália – ações que fortalecem parcerias internacionais e desenvolvem projetos conjuntos com grupos de pesquisa de referência. Outra docente, colaboradora do PPGCS, conforme Cristina Sampaio, retornou recentemente ao Brasil após concluir estágio pós-doutoral fora do país, financiado pela Fapemig. Trata-se de ações, segundo ela, que multiplicam oportunidades de internacionalização dentro da Unimontes, via novos projetos, intercâmbios e cooperações institucionais.

 

A internacionalização do PPGCS também se expressa na participação ativa de seus pós-graduandos em eventos científicos internacionais. Nos últimos meses, salienta Cristina Sampaio, estudantes apresentaram resultados de pesquisa em congressos realizados no Chile, Portugal e Itália, “ampliando a visibilidade do trabalho desenvolvido no programa e fortalecendo sua inserção nos debates globais da área da saúde”. O que rendeu, inclusive, premiações.

 

Doutorandos

A doutoranda Tatiane Palmeira Eleutério, mestre e doutoranda em Ciências da Saúde, com pesquisa sobre Saúde Pública – Obesidade, é um exemplo. Ela participou, de 26 a 29 de novembro último, da 7.ª Reunião Internacional da Rede Acadêmica das Ciências da Saúde da Lusofonia (RACS), que trouxe o tema “Desafios em Saúde na Lusofonia”. As atividades ocorreram na Faculdade de Medicina da cidade do Porto, Portugal. Estiveram presentes cerca de 250 pessoas entre representantes de instituições de ensino superior membros da RACS, graduandos e pós-graduandos, profissionais de saúde e pesquisadores (investigadores) nas Ciências da Saúde.

 

Tatiane Eleutério, que segue os estudos em Portugal até 2026, na Cooperativa de Ensino Superior Politécnico e Universitário (CESPU), faz parte do PDSE. Os professores que a acompanham são Sara Lima (supervisão em Portugal), Andréa Martins (orientação no PPGCS) e Érika Reis (coorientação na Universidade Federal de Ouro Preto – UFOP).

 

Já Mônica Thaís Soares Macedo, mestre e doutoranda pelo PPGCS na Universidade de Trás-os Montes e Alto Douro (UTAD), atua no Laboratório de Biomecânica, Composição Corporal e Saúde (LaB2Health), situado na cidade de Vila Real, Portugal. Entre as atividades que realiza no país europeu consta a coautoria do e-book “Rigidez arterial na pós-menopausa: implicações no risco cardiovascular”, publicado pela UTAD no último mês de outubro e que pode ser acessado de graça no link https://sites.google.com/view/ebookrigidezarterialnaps-menop/início. A doutoranda, que encerra o período de um ano na UTAD, por meio de bolsa DSE/Fapemig/PPGCS, em abril de 2026, foi membro da Comissão Organizadora do II Simpósio Luso-Brasileiro e esteve presente no II Congresso Nacional Multidisciplinar em Gerontologia, entre outras atividades. Tem orientação do professor Marcelo Perim Baldo. Ambos integram o Centro de Pesquisa Cardiovascular da Unimontes.

 

Enquanto o discente Gabriel Donner, orientado pelo professor Alfredo Batista, desenvolve projeto de pesquisa em parceria com a professora Silvia Busquets Rius, da Universitat de Barcelona, Espanha. A meta é investigar se a capacidade da doença periodontal (DP) de influenciar a incidência e progressão da caquexia associada ao câncer (CAC). O estudo procura esclarecer um elo ainda não explorado entre uma infecção oral crônica e uma condição metabólica grave, com potencial impacto translacional.

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