Operação desarticula esquema de clonagem de veículos em Montes Claros

Foto: Divulgação/PCMG

As investigações indicaram que um dos alvos utilizava aplicativos de compartilhamento do tipo peer-to-peer (P2P) para acessar e disseminar arquivos ilícitos

 

A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) deflagrou, nesta quarta-feira (10/12), a operação Falso Fênix, em Montes Claros, no Norte do estado, com o objetivo de desmontar um esquema de clonagem e adulteração de veículos. A ação resultou na apreensão de documentos, dispositivos eletrônicos e de um automóvel irregular, além do bloqueio judicial de valores envolvidos na fraude.

As investigações revelaram que uma caminhonete foi incendiada em 19 de março deste ano. Após o crime, um veículo da mesma marca e modelo — furtado meses depois, em 29 de maio, em Belo Horizonte — passou a circular como se fosse o original. O automóvel clonado apresentava chassi remarcado, supressão de etiquetas identificadoras, QR Code de placa inválido e forte divergência na quilometragem.

O carro adulterado foi apreendido em 24 de junho, quando um suspeito foi preso. A PCMG identificou ainda transferências via Pix que totalizam R$ 45 mil, valor usado para viabilizar o esquema criminoso.

Durante a operação, foram cumpridas medidas cautelares para preservar provas e impedir a continuidade da atividade ilícita, como bloqueio de valores, indisponibilidade de bens, quebras de sigilo telefônico e telemático e coleta de dados em plataformas digitais e serviços financeiros.

O delegado Cézar Salgueiro, responsável pelas investigações, destacou a complexidade do caso e os resultados obtidos. “Apreendemos um veículo de luxo com claros sinais de adulteração em uma oficina, além de dispositivos eletrônicos e documentos relacionados às fraudes. Também representamos pelo bloqueio judicial de R$ 45 mil, valor utilizado para viabilizar o esquema criminoso”, afirmou. Segundo ele, crimes de adulteração veicular alimentam práticas como receptação, estelionato, lavagem de dinheiro e atuação de organizações criminosas, motivo pelo qual são prioridade na repressão qualificada.

A investigação segue sob sigilo até a completa elucidação dos fatos. A operação contou com apoio de vistoriadores da PCMG.

Origem do nome

A operação recebeu o nome “Falso Fênix” em referência à estratégia criminosa identificada: após o incêndio da caminhonete original, um veículo furtado teria “renascido” em seu lugar, circulando com sinais identificadores adulterados para simular a falsa recuperação do bem destruído.

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