Após dois anos de espera, finalmente Stranger Things está de volta — e, desta vez, para a sua última temporada. A Netflix promete dar um desfecho épico à história em uma proposta ousada, dividindo a temporada em três partes: a primeira foi lançada em 26/11, a segunda sai em 25/12 e a última em 31/12.
Esses quatro episódios trabalharam muito bem o formato de prólogo, servindo para nos apresentar o panorama da situação recente de Hawkins. Mostram que, mesmo depois dos últimos acontecimentos e da rachadura que Vecna deixou na cidade, os moradores ainda tentam viver relativamente bem nessas condições. Os militares tomaram conta da cidade, que vive uma quarentena ininterrupta; em contrapartida, com a descoberta do Mundo Invertido e sabendo agora da facilidade de acesso, cada vez mais pesquisadores e militares se aventuram por ali. Destaca-se, nesse contexto, a Dra. Kay, responsável pela divisão militar e pela pesquisa encoberta que procura a Onze a fim de dar continuidade ao projeto Índigo.

Nesta nova temporada, Henry (mais conhecido como Vecna e anteriormente como 001) vai atrás de novas crianças — desta vez ocupando o posto de amigo imaginário chamado “Senhor Fulano” — prometendo-lhes proteção contra o monstro que assola Hawkins. Como vítima, ele acaba escolhendo Holly Wheeler (irmã mais nova de Mike e Nancy), atraindo-a por meio de um Demogorgon e deixando os pais gravemente feridos.
Com o problema principal apresentado, seguem-se também os conflitos pessoais dos personagens, como, por exemplo: o relacionamento escondido de Robin sendo descoberto por Will (o que traz, mais adiante, um belo momento de descoberta da sexualidade); a disputa sem pé nem cabeça entre Steve e Jonathan; as várias tentativas de Dustin de manter vivas as memórias de Eddie e do Hellfire Club, independentemente de quão difícil isso seja; e a superproteção de Joyce e Hopper em relação a Will e à Onze.
Preciso reservar um espaço para falar da maior surpresa desta temporada: Max ainda está viva, embora mantida na prisão de Henry. Ela nos conta um pouco sobre como tem sido torturante e difícil viver naquele lugar, sendo vigiada constantemente e impedida de sair de uma gruta, onde descobriu que Henry, de alguma forma, não conseguia ultrapassá-la. Além disso, as constantes tentativas de Lucas de trazê‑la de volta por meio de sua música favorita, “Running Up That Hill” (Kate Bush), não têm sido em vão.

Também não é mistério para ninguém que já conhecemos bem a forma como os irmãos Duffer desenvolvem o enredo da série, gerando bastante suspense e longos momentos de surpresa — o que não seria problema se esse modo de contar histórias não estivesse, aos poucos, se saturando.
Com tudo isso apresentado, fica mais do que confirmado que esta temporada tem tudo para ser épica, ainda mais com as revelações do quarto episódio. Quer saber o que acontece? Só assistindo. Se você ainda não viu a série, ainda dá tempo de maratonar, já que a segunda parte só sai em 25/12. Nos vemos na próxima resenha.
