Foto: Divulgação/PCMG
A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) concluiu o inquérito que apurou o assassinato de uma mulher de 38 anos, ocorrido no último dia 2, em São Francisco, no Norte de Minas. O ex-companheiro da vítima, de 48 anos, foi indiciado por feminicídio qualificado, com agravantes de motivo fútil, meio que dificultou a defesa da vítima e descumprimento de medida protetiva. O suspeito foi preso em flagrante e permanece no sistema prisional.
De acordo com as investigações, o crime foi premeditado. O homem teria se aproveitado de um momento de vulnerabilidade da vítima — que estava em casa, em repouso — para atacá-la. “Após os três primeiros golpes, a mulher ainda tentou se defender, mas foi novamente contida e atingida”, informou a PCMG.
Laudos periciais apontaram múltiplas lesões cortantes e contusas, compatíveis com o uso de uma arma branca.
Histórico de violência
A vítima possuía medida protetiva contra o suspeito, que já havia sido preso por descumprir a ordem judicial, mas obteve liberdade provisória por meio de alvará de soltura. No dia seguinte, em 24 de outubro, foi expedido um mandado de prisão para cumprimento de uma pena de três anos e sete meses, mas o homem permaneceu foragido por nove dias — período em que cometeu o feminicídio.
A delegada responsável pelo caso, Jennifer Reis, classificou o crime como um ato de extrema brutalidade. “Trata-se de um crime brutal, praticado com extrema violência e motivado por um sentimento de posse. A investigação reuniu provas robustas que demonstram a premeditação e a crueldade do suspeito”, afirmou, reforçando o compromisso da PCMG no combate à violência contra a mulher.
Com a conclusão das investigações, o inquérito foi encaminhado ao Poder Judiciário para as próximas etapas do processo.
Denuncie
A Polícia Civil reforça a importância das denúncias em casos de violência doméstica e familiar contra a mulher. As ocorrências podem ser registradas diretamente em unidades policiais, pelos telefones 180 (Central de Atendimento à Mulher) e 181 (Disque Denúncia), ou ainda pela Delegacia Virtual, nos casos de ameaça, lesão corporal e descumprimento de medida protetiva.
Denunciar salva vidas.