Foto: Divulgação/ PCMG
Mesmo recluso por tráfico de drogas, suspeito tentava contatar a ex-companheira em Taiobeiras; ação conjunta das polícias de dois estados resultou em novas sanções

 

A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), por meio da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) de Taiobeiras, concluiu, nessa terça-feira (11), o inquérito que apurou o descumprimento de medidas protetivas de urgência por parte de um homem preso no Mato Grosso do Sul. Mesmo recluso por tráfico interestadual de drogas, ele tentava manter contato com a ex-companheira e seus familiares em Minas Gerais.

A investigação teve início após a vítima procurar a delegacia para relatar que o ex-companheiro vinha enviando mensagens e realizando ligações, violando a determinação judicial que impedia qualquer tipo de comunicação.

Durante as apurações, a equipe mineira descobriu que o suspeito estava preso em um presídio do Mato Grosso do Sul e usava, de forma irregular, um telefone celular para se comunicar com a vítima. Com o apoio das Polícias Civil e Penal sul-mato-grossenses, uma operação foi realizada na cela do investigado, resultando na apreensão de um carregador de celular. Embora o aparelho não tenha sido encontrado, foram reunidas provas documentais e vídeos que confirmaram o uso indevido do equipamento.

As evidências levaram à aplicação de sanções disciplinares no sistema prisional. Em interrogatório, o detento admitiu conhecer as medidas protetivas e reconheceu a posse do carregador apreendido, mas negou as ameaças e perseguições denunciadas pela vítima.

A delegada Mayra Coutinho, responsável pelo caso, destacou o trabalho conjunto entre as instituições. “A Polícia Civil de Minas Gerais reforça que não existem fronteiras quando se trata de proteger a mulher e garantir o cumprimento das medidas protetivas de urgência”, afirmou.

Ela ressaltou ainda a importância da atuação integrada entre os estados. “A cooperação entre as forças policiais demonstra o compromisso permanente da instituição no enfrentamento da violência doméstica e familiar contra a mulher, assegurando que a lei seja efetivamente cumprida, onde quer que a vítima esteja”, concluiu.

O inquérito foi finalizado e encaminhado ao Poder Judiciário.

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