Montes Claros integra rede estadual de vigilância que monitora circulação de vírus respiratórios

Reunião da sentinela. Foto: Pedro Ricardo

O principal objetivo do programa é monitorar as síndromes respiratórias através de pacientes que passam pela rede de saúde municipal, visando detectar qual o vírus está circulando, para que seja possível a realização de intervenções o mais efetivas possíveis

A Prefeitura de Montes Claros, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, participa do Programa de Fortalecimento da Vigilância Sentinela das Síndromes Gripais, que reúne 30 unidades em todo o estado de Minas Gerais. O programa tem como principal objetivo monitorar a circulação de vírus respiratórios entre os pacientes atendidos na rede municipal de saúde, permitindo a adoção de intervenções rápidas e eficazes.

A detecção dos vírus em circulação possibilita que unidades de atenção primária, laboratórios e hospitais sejam alertados e preparados para o enfrentamento adequado de doenças respiratórias. Os dados coletados também auxiliam o Estado no planejamento de políticas públicas de saúde, como a definição da composição das vacinas contra a gripe e influenza, baseadas nas informações obtidas pelas unidades sentinela.

De acordo com a gerente de Vigilância Epidemiológica da Secretaria Municipal de Saúde, Priscilla Pimenta, a participação no programa representa um avanço para o município.

“Fazer parte do Sentinela é um ganho e um avanço muito grande para Montes Claros, porque conseguimos detectar, nortear e embasar os planejamentos de gestão para realizar as intervenções necessárias e proporcionar melhor qualidade de saúde à população”, destacou.

Para acompanhar os resultados e aprimorar as ações, o município recebe visitas técnicas periódicas da Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG). Segundo o coordenador de Programas de Vigilância de Doenças Transmissíveis Agudas da SES-MG, Gilmar José Coelho Rodrigues, essas visitas têm como foco avaliar os serviços implantados e propor adequações quando necessário.

“As avaliações seguem indicadores definidos pelo Ministério da Saúde, o que possibilita o fortalecimento dos serviços nas regiões de abrangência”, explicou.

A coordenadora de Vigilância em Saúde e do Cievs Regional de Montes Claros, Agnes Menezes, também ressaltou a importância das unidades sentinela.

“Essas unidades são fundamentais para identificar riscos de novos vírus que possam circular nas regiões do estado e do país, especialmente os que tenham potencial pandêmico”, afirmou.

O programa contribui diretamente com relatórios enviados à Organização Mundial da Saúde (OMS), que utiliza as informações para definir a composição anual da vacina contra o vírus influenza.

Para manter o monitoramento contínuo, as unidades sentinela enviam semanalmente amostras de pacientes com sintomas respiratórios à Fundação Ezequiel Dias (Funed), em Belo Horizonte, onde são analisadas.

Entre as doenças acompanhadas estão a covid-19 e a influenza, além de outras síndromes respiratórias de relevância para a saúde pública. O trabalho das unidades sentinela é essencial para identificar surtos, compreender a sazonalidade dos vírus e orientar ações preventivas em todo o estado.

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